
A diversidade cultural do Rio Grande do Norte se manifesta como um mosaico vivo de saberes, práticas e identidades que atravessam territórios, gerações e modos de vida. Nos Pontos de Cultura espalhados por diversas cidades do estado, essa riqueza ganha corpo e voz, revelando que a cultura não apenas resiste — ela pulsa, se reinventa e conecta comunidades.
De Alexandria a Umarizal, passando por Mossoró, Natal, Currais Novos e São Miguel do Gostoso, os Pontos de Cultura atuam como territórios de criação coletiva, onde o fazer cultural é também instrumento de cidadania. Em cada município, as expressões culturais dialogam com as especificidades locais. Do litoral ao sertão, tradições e manifestações culturais ganham força, da música de raiz às festas populares que conectam cultura urbana e ancestralidade.
Em cidades como Ceará-Mirim, Jandaíra e Macau, grupos culturais resgatam memórias e práticas tradicionais, fortalecendo identidades muitas vezes invisibilizadas. Já em Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo do Amarante, iniciativas culturais promovem inclusão social por meio da arte, envolvendo juventudes periféricas em processos criativos que vão do audiovisual à música independente e o tradicional boi calemba.
Da capital ao interior do Estado a cultura pulsa com intensidade. Em Pau dos Ferros, Luís Gomes e Jucurutu, os Pontos de Cultura funcionam como centros de resistência cultural, onde mestres e mestras transmitem sberes que atravessam gerações. Em Equador, Jundiá e Vera Cruz, pequenas comunidades mostram que a potência cultural não depende do tamanho do território, mas da força coletiva de quem o habita.
Na região do Mato Grande e do Agreste, cidades como João Câmara, Januário Cicco, Santo Antônio e São José do Campestre reafirmam a cultura como direito, promovendo ações que articulam tradição e inovação. Nísia Floresta, Extremoz, Areia Branca, são mostram que o encontro entre natureza e cultura cria experiências singulares que fortalecem o turismo de base comunitária e a economia solidária.
Santa Cruz, Messias Targino e Augusto Severo (Campo Grande) estão entre as 28 cidades representadas na 4ª Teia dos Pontos de Cultura e que assumem papel estratégico na formação cultural do povo potiguar, garantindo acesso à arte e lugar de fala.
Mais do que equipamentos ou projetos isolados, os Pontos de Cultura formam uma rede viva — uma verdadeira teia que conecta pessoas e territórios país afora. Essa articulação permite troca de experiências, fortalecimento político e a construção de narrativas coletivas onde a cultura é entendida como direito fundamental.
A diversidade cultural potyguaretáme não é apenas um patrimônio a ser preservado, mas uma potência que transforma realidades. Cada Ponto de Cultura representa um território de resistência e criação, onde o Brasil profundo expressa o canto de cada cidade, alimentado a verdade que a arte nasce do povo. Fio a fio, ponto a ponto.








