“Tá lá o corpo estendido no chão”

Fotografia: Rogério Marques / Coletivo Foque

Neste fim de semana mais uma tartaruga estendida sem vida na areia chamou a atenção na praia de Pitangui [Extremoz/RN].

Pescadores da região apontam várias possibilidades para a causa da morte, uma lista que inclui o amontoado de lixo jogado no mar, colocando em risco toda uma diversidade de ecossistemas. “Redes de pesca, anzóis, desenvolvimento costeiro, degradação de áreas de desova, fotopoluição e poluição dos oceanos, além das mudanças climáticas, são as principais ameaças às tartarugas marinhas”, alerta a Fundação Projeto Tamar, que atua no litoral brasileiro desde a década de 80. Motivos de alarma que podem interromper o início da recuperação das populações das cinco espécies que ocorrem no Brasil: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta); tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata); tartaruga-verde (Chelonia mydas); tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartarugade-couro (Dermochelys coriacea).

“Todas as espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil continuam ameaçadas de extinção, em níveis variados, nas categorias Vulnerável, Em Perigo ou Criticamente em Perigo. Estão incluídas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente”, informa a Fundação que tem como missão promover a recuperação das tartarugas marinhas, através de ações de pesquisa, conservação e inclusão social.

Entre as alternativas para diminuir a mortalidade de tartarugas marinhas na pesca de atuns a Fundação Projeto Tamar indica a adoção do anzol circular no lugar do anzol mais utilizado pelos pescadores, o de tipo “J”, sem prejudicar a produção pesqueira

Peixes, crustáceos, moluscos, esponjas e medusas, entre tantas outras formas de vida, dependem de nutrientes e energia que uma tartaruga marinha leva e traz. Assim como as formações de mangues, bancos de areia, de gramas marinhas e de algas, de corais, de recifes e de ilhotas. Daí, proteger as tartarugas é preservar a vida marinha e garantir a sobrevivência do planeta e da humanidade.

O que fazer para ajudar a proteger as tartarugas marinhas?

A Fundação Projeto Tamar orienta a cuidar das praias, apagar as luzes onde houver desovas, pescar de forma responsável, deixar os filhotes livres para chegarem ao mar e as fêmeas para desovar.

+Dicas

Se uma tartaruga marinha cair em sua rede você pode ajudá-la.

Se ela estiver se mexendo, solte-a. A natureza agradece.

Se ela estiver mole ou aparentando estar morta, você pode salvá-la:

Coloque a tartaruga na sombra com a cabeça mais baixa que o corpo. Se possível, coloque um pano úmido sobre o casco. Ela pode demorar muitas horas para se recuperar.

Quando ela estiver se mexendo libere-a ao mar.

Apenas após 24 horas sem se mexer a tartaruga pode ser considerada morta.

Em caso de ocorrência ligue para o Projeto Tamar mais próximo de você.

Sedes regionais do Projeto Tamar:

RIO GRANDE DO NORTE

Pipa: (84) 4103-0138

BAHIA

Praia do Forte (sede nacional): (71) 3676-1045

SERGIPE

Reserva Biológica de Santa Isabel: (79) 3276.1201 / 1217

PERNAMBUCO

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: (81) 3619-1171 / 1174

CEARÁ

Almofala: (88) 3667-2020

ESPÍRITO SANTO

(27) 3222-1417

RIO DE JANEIRO

Bacia de Campos: (22) 2747-5277

SÃO PAULO

Ubatuba: (12) 3832-6202 / 7014 / 4046

SANTA CATARINA

Florianópolis: (48) 3236-2015

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