
Nesta segunda-feira (27/04), moradores do conjunto Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, se reuniram no Ponto de Cultura Coletivo Foque para tratar sobre a especulação imobiliária que ronda a comunidade.
Além da tarefa de organizar ações em defesa de um antigo sonho coletivo: a criação de uma área de lazer no terreno baldio localizado entre o Hospital José Pedro Bezerra e a Escola Estadual Peregrino Júnior.
Entre os encaminhamentos estão a realização do “Podcast na Praça”, com temas de interesse da comunidade e atividades culturais, ações de bem-estar, conscientização e momentos de lazer para toda a comunidade.
Outra iniciativa definida foi a organização de um mutirão com estudantes das escolas da região para revitalização e arborização do terreno, transformando o espaço hoje abandonado em um ambiente saudável e acolhedor.
Também está prevista a criação de um jornal mensal impresso com circulação local, fortalecendo a comunicação comunitária e ampliando o debate sobre os direitos.
Mobilização e pressão popular
Como encaminhamento concreto, os moradores irão realizar um abaixo-assinado, porta a porta, que será protocolado junto à Prefeitura do Natal, por meio da SEMURB e da SEHARPE, além do Ministério Público e vereadores da capital.
A reivindicação é clara: a destinação do terreno para a construção da Praça Santa Catarina, garantindo um espaço público de convivência, lazer e qualidade de vida.
Durante a reunião, foi eleita uma comissão de moradores responsável por organizar e encaminhar as ações da campanha. Diferente de candidatos que só aparecem para apertar a mão da população acompanhado de megagarreatas em época eleitoral, depois passa a se abraçar tão somente com o poder e vira as costas para o povo.
Uma comunidade de quase 10 mil pessoas
O conjunto habitacional Santa Catarina, inaugurado na década de 1980, possui aproximadamente 2.200 unidades habitacionais. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Censo 2022), a população local é estimada entre 8.500 e 9.500 habitantes, podendo chegar a cerca de 10 mil pessoas, considerando a área urbana ocupada pelo conjunto dentro do bairro Potengi.
Direito à cidade em disputa
A reunião demonstrou forte disposição de luta dos moradores para exigir do poder público, no caso da Prefeitura do Natal, uma atuação concreta em defesa da população. A comunidade segue unida e firme para não permitir que interesses externos se apropriem de um espaço que há décadas já devia ter se transformado em área de lazer — um sonho sagrado que não pode ser transformado em mercadoria. Não dá pra continuar esperando que um anseio de mais de 40 anos seja entregue nas mãos do mercado imobiliário. Mais verde, menos concreto.
Próximos passos
- Mutirão de limpeza e arborização
- Lançamento do Podcast na Praça
- Criação do jornal comunitário
- Coleta do abaixo-assinado
- Protocolos junto aos órgãos públicos








