Moradores cobram planejamento urbano participativo

O mundo enfrenta uma crise socioambiental que coloca em risco a saúde da população e o equilíbrio do planeta, reacendendo debates sobre justiça social, direitos humanos e preservação ambiental. Diante dessa realidade, comunidades têm buscado repensar o espaço urbano como território de convivência, lazer, esporte e cultura.

No Conjunto Habitacional Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, uma antiga reivindicação popular volta a ganhar força: a criação de uma área de convivência comunitária que garanta o direito à cidade com qualidade de vida. A ideia prevê a transformação de um terreno baldio em espaço público com equipamentos de lazer, recreação e integração social.

Claro que não se transforma desejo em realidade num toque de mágica. Porém, essa é uma semente que há mais de quatro décadas espera pra ver esse sonho teimoso se realizar. Um projeto comunitário que se propõe a resolver problemas urbanísticos históricos e garantir dignidade e respeito à população. Como diz a canção popular: “A gente quer comida, diversão e arte”.

Para tornar esse sonho possível, moradores estão se mobilizando junto ao Ponto de Cultura Coletivo Foque em defesa da destinação pública do terreno localizado entre o Hospital José Pedro Bezerra e a Escola Estadual Peregrino Júnior.

Nesta quinta-feira (07/05), uma representação da comunidade esteve na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, onde se reuniu com a deputada estadual Divaneide Basílio para discutir alternativas de planejamento urbano participativo voltadas ao bem-estar social e ambiental.

Entre os próximos passos do movimento estão a realização de um mutirão de plantio e uma audiência pública junto com organizações da sociedade civil para debater o direito à cidade e fazer valer a Constituição Federal, que em seu artigo 6º reconhece o lazer como direito social, ao lado da educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia e transporte.

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