Eleições 2026: O desafio de transformar o voto em representatividade real e romper com o ciclo do descaso

Com a proximidade do próximo pleito, o debate sobre a qualidade do Legislativo ganha urgência. O eleitor precisa decidir se continuará alimentando “currais” ou se finalmente ocupará as cadeiras do Congresso com quem defende os interesses da população.

Enquanto os holofotes costumam se voltar para a disputa pela Presidência da República, um movimento silencioso, mas fundamental, já começa a ganhar corpo nos bastidores da política brasileira: a conscientização sobre o papel da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Para 2026, o grito que ecoa das ruas não é apenas por nomes, mas por uma mudança de paradigma. O objetivo é claro: eleger um Legislativo que, de fato, represente o povo e não apenas os interesses de castas políticas.

A Herança Maldita dos Currais Eleitorais

Historicamente, a política brasileira foi forjada sob a sombra dos “currais eleitorais”. Se no passado o voto de cabresto era imposto pela força física e pelo domínio de terras, hoje ele se modernizou através do abuso do poder econômico e do assistencialismo barato que mantém as comunidades dependentes. Não esqueçamos dos recursos midiáticos e o uso de fake News como prática de colocar a mentira como referência despudorada.

A experiência dos currais mostra que o eleitor é tratado como gado: levado às urnas para manter no poder figuras que, uma vez eleitas, desaparecem das bases. Esse modelo perpetua oligarquias e impede que novas lideranças, comprometidas com a realidade social, consigam espaço. Romper com essa lógica em 2026 é o primeiro passo para garantir que o voto não seja uma moeda de troca, mas um instrumento de libertação.

Um Congresso de Costas para o Povo

O que se viu nas últimas legislaturas, e ATUALMENTE, foi uma trajetória alarmante de deputados federais e senadores que parecem atuar em um universo paralelo. Projetos que retiram direitos, cortes em áreas sociais essenciais e a priorização de pautas corporativistas marcam a atuação de muitos parlamentares.

O ponto mais crítico, no entanto, é a transformação do mandato em uma plataforma de pura obstrução. Para muitos eleitos, a única ação parlamentar relevante tem sido o “quanto pior, melhor”. Tornou-se comum ver deputados e senadores que não apresentam um projeto sequer em benefício da saúde, educação ou segurança, focando suas energias exclusivamente em ser “contra o Governo Federal”, independentemente do mérito da questão. Essa política do rancor e da paralisia não pune o governante de turno; ela pune o cidadão que espera por melhorias que nunca chegam porque o Congresso decidiu travar o país por interesses eleitoreiros.

O Reflexo Local: O Caso da Câmara de Natal

Esse distanciamento entre representante e representado não é exclusividade de Brasília. Ele se reflete de forma cruel nas esferas municipais. Um exemplo latente vem do Rio Grande do Norte: a atual legislatura da Câmara Municipal de Natal.

A atuação dos vereadores natalenses vem sendo apontada por diversos setores da sociedade civil como uma das mais “antipáticas” da história recente. Em vez de ser a “Casa do Povo”, o palácio Padre Miguelinho tem sido visto como um bunker de interesses fechados, onde o diálogo com as comunidades é escasso e a sensibilidade social parece ter dado lugar à frieza burocrática e ao alinhamento com pautas que não dialogam com as carências da capital. A sensação de que o vereador só aparece na periferia para pedir votos é o sintoma mais claro de uma crise de representatividade que precisa ser estancada.

2026 como Encruzilhada

O voto em 2026 não pode ser um erro repetido. A experiência amarga de eleger parlamentares que usam o mandato para perseguir adversários ou para se esconder em gabinetes refrigerados, longe do povo, serve como alerta.

Representatividade não é apenas ocupar um espaço; é ser a voz das necessidades de quem não tem voz. O desafio para o eleitor em 2026 é identificar quem tem trajetória ao lado das causas sociais e quem apenas busca o foro privilegiado para continuar sua agenda de obstrução e descaso. O Brasil e o Rio Grande do Norte não suportam mais quatro anos de legisladores que jogam contra o próprio povo.

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