
O Brasil é o 5º país no ranking mundial de feminicídios.
Um panorama que revela cenas diárias de violência contra a vida das mulheres. Para reforçar a luta de combate ao feminicídio, as ruas deram o tom da luta em mais uma série de manifestações que tomaram conta do país. Em Natal/RN, a praia da Redinha foi tomada na manhã deste sábado (07/12) por uma multidão que fez coro com o levante nacional Pela Vida das Mulheres.
Pesquisa do DataSenado, divulgada no dia 27 de novembro deste ano, revela que 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica ou familiar em 2025. Quase 60% enfrentam agressões há menos de seis meses; 21% convivem com episódios de violência há mais de um ano. Em 71% dos casos, havia crianças presentes. Foram registrados 33.999 estupros apenas no primeiro semestre — uma média de 187 por dia — e 718 feminicídios. São dados carregados de opressão e impunidade que revelam a violência machista produzida pela sociedade capitalista.
“Todos os dias o feminicídio só aumenta e nós não podemos aceitar essa violência que vem nos tirando nossas vidas, nos tirando o direito de viver. Então, nossa luta é todo dia porque mulher não é mercadoria”, alerta a professora Socorro Alves indignada com a sequência de horrores causadas pelo machismo. Durante as manifestações o Coletivo Foque registrou a força da luta gritada por meio de cartazes, faixas, palavras de ordem e pelo batuque de mulheres.










































