Nota do MML e CSP-Conlutas sobre denúncia de violência doméstica

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Fotografia: Rogério Marques
Nós da CSP-Conlutas/PE e do Movimento Mulheres em Luta vimos por meio dessa nota expressar nossa solidariedade a Maria Eduarda, ex-companheira do agora ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, por denunciar diversos tipos de violência sofrida ao longo dos anos de convivência com o ex-marido.
Para nós, não é estranho, que justo o Secretário de Justiça do estado seja um agressor. A situação expressa o contexto violento do Estado em relação às mulheres e não será o primeiro representante desse Estado que revela a hipocrisia que vemos nesse sistema capitalista que oprime e degrada as mulheres.
Nós vivemos tempos em que temos que defender o óbvio. Não confiamos nessa justiça burguesa que em geral acoberta, atenua e ainda transforma a vítima em culpada, principalmente quando o agressor é uma pessoa influente e que detêm algum tipo de poder.
Exigimos que o Estado com a participação de instituições do movimento independente investigue esse caso e puna de forma exemplar o agressor!
CSP-CONLUTAS e Movimento Mulheres em Luta
13 de dezembro de 2021
 
Segundo o estudo sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizado pelo Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), “o percentual de mulheres que percebem aumento na violência cometida contra pessoas do sexo feminino no último ano segue em linha ascendente e chega a 86%”. Um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em 2019.
De acordo com a pesquisa ocorrida entre 14 de outubro e 5 de novembro de 2021, entre três mil mulheres de 16 anos ou mais, o percentual de brasileiras que conhecem uma ou mais mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar chega a 68%. A violência sofrida por mulheres conhecidas pelas brasileiras é principalmente física (79%), seguida por psicológica (58%), moral (48%), patrimonial (25%) e sexual (22%).
Os dados apontam que 18% das mulheres agredidas convivem com o agressor e para 75% das entrevistadas o medo leva a mulher a não denunciar.
relatório completo do estudo sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher foi apresentado na última quinta-feira (09/12) em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
 
 

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