A luta contra a reforma administrativa e em defesa do serviço público

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Foto/Sinasefe

A jornada de lutas contra a Reforma Administrativa voltou a mobilizar o funcionalismo público federal, estadual e municipal em mais um dia de protestos que ocorreram nesta quinta-feira (28/10) em todo o Brasil.

Panfletagem, atos e audiências públicas agitaram o país com o objetivo de denunciar as ameaças da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20. Na verdade, a chamada Reforma Administrativa representa o fim de serviços públicos como educação, saúde, segurança, além de acabar com diretos fundamentais como a estabilidade no serviço público. “É a nossa mobilização, nossa auto-organização que faz com que esses projetos não passem. É assim que estamos segurando a PEC 32, desde 2020, quando Guedes protocolou o projeto na Câmara. É essa a garra dos trabalhadores que constroem o serviço público de excelência que a gente conhece”, afirma Adriana Stella, dirigente da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior).
Altino Prazeres, da CSP-Conlutas, afirma que “Todo serviço público está sendo desmontado para facilitar a vida das empresas privadas. Pra que elas ganhem ainda mais dinheiro. Querem vender a Sabesp, o Metro, a Petrobras. Querem permitir que os estados contratem empresas ao invés de servidor públicos”.
Para Leonardo Guimarães, coordenador de formação política do Sinasefe Natal, o funcionalismo enfrenta mais um momento de ataque ao serviço público, uma vez que o governo federal busca aprovar a PEC 32, que ataca tantos os servidores como também toda a população. “O Sinasefe, junto ao demais sindicatos, está ativo em Brasília e nas redes sociais para que essa PEC 32 não seja aprovada. Temos tido vitórias, afinal, a previsão era que a PEC fosse votada em meados de setembro”. Ele avalia que devido a pressão das mobilizações o governo não possui votos suficientes para aprovar a reforma.  
Na avaliação do movimento, a Reforma Administrativa é peça chave para que Bolsonaro continue no poder, daí a importância de unir a luta contra a PEC 32 à mobilização pelo Fora Bolsonaro e Mourão.
 

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