Tereza Custódio: Escrever é um ato revolucionário, e ler também.

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Fotografia: Arquivo pessoal

O Baú de Filomena, livro da escritora Tereza Custódio, está recheado de protagonismo feminino em meio a vivências de mulheres oprimidas e de vozes silenciadas num contexto familiar patriarcal.

“A obra narra o retorno de Filomena Vieira às suas raízes na Fazenda Riacho Claro, no sertão nordestino. No casarão, o velho baú de couro, que pertenceu à sua avó portuguesa, desvela segredos sombrios e muitas histórias”, revela a autora. Ela explica que as personagens, miscigenadas das etnias formadoras do povo brasileiro, levam-nos a uma reflexão sobre relações sociais discriminatórias e nossa ancestralidade plural.
Tereza Custódio é cearense, mas mora em Natal desde 1976. Professora aposentada do IFRN, em 2016 lançou seu primeiro livro, O bálsamo, pela editora Chiado/Portugal. O romance premiado pela União Brasileira de Escritores (UBE/RJ) também ganhou o Troféu Literatura (2018) pela ZL Editora.
Em 2018, publicou os livros infantis bilíngue “A vida colorida de Vitória” e “Vitória vai à feira”. Publicou cordéis e recentemente foi aprovada em concurso nacional para compor a Coletânea sobre os 210 anos de Nísia Floresta.
Seu segundo romance “O baú de Filomena”, recebeu o 1º Lugar no I Edital de Premiação e Seleção de Obras Literárias/2019 na editora CJA Categoria Novela e 2º Lugar no Prêmio Maria Eugênia Montenegro de Romance, pela Fundação José Augusto/2020.
Membro de entidades literárias e presidente da União Brasileira de Escritores (UBE/RN), Tereza Custódio participou com poemas, crônicas e contos de algumas antologias nacionais e internacionais. “Somente depois que me aposentei, aí foi que tive tempo para escrever”, diz ao lembrar do seu primeiro livro, O Bálsamo, que fala sobre a envelhescência e o desamparo infantil.
“Eu sempre digo que um país que não lê será sempre capacho dos países letrados, daí a importância da leitura, principalmente nessa época de pandemia quando as pessoas estão muito isoladas, porque escrever é um ato revolucionário, e ler também”, fala a escritora em conversa com o Coletivo Foque.

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