“VALEU, ÍTALO! Valeu, Brasil! Valeu, Nordeste! Valeu Baía Formosa!”

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Charge: Rodrigo Brum

A frase-título dessa matéria resume o senso de humor do chargista Brum ao publicar a sua charge para comemorar o ouro olímpico conquistado pelo surfista potiguar Ítalo Ferreira.

Essa não é uma matéria para noticiar o resultado alcançado pelo filho de Baia Formosa, comunidade litorânea do Rio Grande do Norte, nas ondas da praia de Tsurigasaki no Japão [estima-se que o país tenha um milhão de surfistas]. Até porque esse fato já é sabido no mundo inteiro. Queremos mesmo é compartilhar da emoção que o surfe brasileiro está proporcionando ao povo mais humilde, através de um nordestino que chegou ao lugar mais alto do pódio nas Olimpíadas de Tóquio.
Apesar da prancha se partir ao meio logo nas primeiras ondas da prova, Ítalo Ferreira conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil ao vencer o japonês Kanoa Igarashi na final do surfe masculino. “Você é foda bicho, o pontal te espera pra comemorar na água”, mandou ver Juary Chagas para o bróder que se transformou no primeiro campeão olímpico da história do surfe. Ao disparar no choro o filho de Katiane Ferreira e do pescador Luizinho lembra que treinou muito nos últimos meses e não esqueceu de mandar um recado pra família: “Eu queria que a minha avó estivesse viva para ela ver isso”.
Natural de Baia Formosa, distante 98 quilômetros da capital potiguar Natal, Ítalo ganhou a etapa de Miyazaki [Japão] no mundial de surfe em 2019 após ter problemas no voo e desembarcar minutos antes de entrar na água, surfar com uma prancha emprestada e de bermuda jeans. Nesse mesmo ano em Pipeline, no Havaí, o potiguar foi o terceiro brasileiro a se tornar campeão mundial na categoria.
As tampas das caixas de isopor onde o pai armazenava os pescados serviram para os primeiros passos de Ítalo Ferreira [27 anos] no surfe. Avante!

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