O grito de sobrevivência e resistência de uma imprensa livre

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Fórum Social Mundial 2005 | Fotografia: Rogério Marques
 
Tenho sangrado demais,
tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri,
mas esse ano eu não morro
Os versos da cantiga Sujeito de Sorte, composição de Belchior, traduzem o grito de sobrevivência e resistência de uma imprensa livre que vive com a cuia na mão, mas nem por isso deixou de falar e reproduzir a língua do povo e dos movimentos populares. Uma língua que faz parte da formação do povo brasileiro, como o paraibano Zé Limeira, repentista negro que viveu entre os anos de 1886 e 1955, mas tem sua fala repercutida por músicos consagrados, a exemplo da poesia de cordel escrita no início do século passado:
Eu já cantei no Recife
perto do Pronto Socorro:
ganhei duzentos mil-réis
comprei duzentos cachorro;
ano passado eu morri
mas esse ano eu não morro.
Assim como os versos de Zé Limeira a imprensa livre do Coletivo Foque soa o grito da resistência tão necessário e urgente neste momento. É preciso estar atento e forte. Sempre. Ano após ano.

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