
O lançamento do livro Ecos do Autoritarismo no Rio Grande do Norte lotou o auditório da Biblioteca do Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) na manhã desta sexta-feira (28/9).
O evento teve início com apresentações musicais relacionadas ao período da ditadura militar no Brasil. Momento em que canções como Cálice e Coração de Estudante foram cantadas em coro pela plateia.
Mais uma obra organizada por Maria da Conceição Fraga, João Maria de Sousa Fraga e Juan de Assis Almeida, reunindo a produção de 17 pesquisas sobre as consequências do autoritarismo no Rio Grande do Norte. A publicação é a continuidade dos estudos iniciados em 2024 referente aos 60 anos do golpe civil-militar em terras potiguares.

O encontro na UFRN proporcionou um espaço de diálogo sobre memória e resistência histórica em um período marcado pelo autoritarismo. Para a historiadora Maria da Conceição Fraga, é necessário compreender o autoritarismo a partir de uma perspectiva histórica mais ampla, que considere os acontecimentos anteriores e posteriores ao golpe de 1964, trazendo uma cronologia dos acontecimentos. “Vende-se a ideia de que pegou-se em arma, fez sequestro, fez guerrilha, como se o golpe de 64 não tivesse sido algo tramado dez anos atrás. E depois de 64, muito depois, é que a resistência já começa a usar várias formas de luta”.
Nesse sentido, Ecos do Autoritarismo no Rio Grande do Norte reforça a importância da pesquisa histórica na preservação da memória como instrumento para compreender o passado, reconhecer as diferentes formas de resistência e refletir sobre os desafios do presente.
A publicação já está disponível para compra na Cooperativa Cultural da UFRN ou através do telefone: (84) 98711-2324.
















