
O projeto Ka’ape tem como foco a manutenção e ampliação das ações continuadas do Ponto de Cultura Instituto Gamboa do Jaguaribe, por meio do programa “Diálogos Indígenas: a Lei 11.645/08 e 14.926/24 na prática”.
A iniciativa promove o letramento étnico-racial, ambiental e alimentar de estudantes, educadores e da comunidade, utilizando o território do Sítio como espaço de vivência teórica e prática para o fortalecimento da identidade cultural e salvaguarda de saberes ancestrais.
Além da formação fundamentada na História Afro-Indígena, nas Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar, o projeto prevê a realização de mostras audiovisuais e de artes visuais que expõem a produção cultural do território. Estas ações de difusão visam dar visibilidade às narrativas dos povos originários e às práticas de conservação ambiental do Jaguaribe, conectando o saber acadêmico à sensibilidade artística.
A programação inclui ainda a apresentações culturais e feiras de economia criativa, integrando a Rede de Pontos de Cultura e produtores locais. Essas atividades garantem o acesso público à vivência artística e promovem a circulação de produtos da sociobiodiversidade, potencializando o Instituto Gamboa do Jaguaribe como um polo de cidadania cultural, intercâmbio de saberes e desenvolvimento sustentável na Grande Natal.
PÚBLICO-ALVO
↘ Comunidade Escolar (Direto): Estudantes e educadores/estagiários da rede pública de ensino de Natal e Região Metropolitana. Este grupo é o foco central do programa de letramento étnico-racial e ambiental, participando ativamente das vivências no Instituto Gamboa do Jaguaribe.
↘ Comunidade Local e Grupos de Vulnerabilidade (Direto e Indireto): Moradores do entorno do Jaguaribe, famílias dos estudantes e o público em geral interessado em cultura e sustentabilidade. Este público será o principal beneficiário das mostras audiovisuais, apresentações culturais e exposições de artes visuais, garantindo o acesso democrático à vivência artística e ao fortalecimento da identidade territorial.
↘ Agentes da Economia Criativa e Rede de Pontos de Cultura: Produtores locais, artesãos, agricultores familiares e mestres de saberes tradicionais, que fazem parte ou não das comunidades que situam-se ao entorno do espaço que integrarão as Feiras de Economia Criativa.
OBJETIVOS
↘ Educação Patrimonial e Intercultural, a partir do reconhecimento das matrizes indígenas e afro-brasileiras como pilares da identidade cultural do território;
↘ Justiça Climática por meio da capacitação de estudantes, professores e a comunidade sobre a proteção da biodiversidade e riscos socioambientais (Lei 14.926/24), utilizando o ecossistema local como ferramenta de preservação ativa;
↘ Difusão e Democratização Cultural, garantindo o acesso público e gratuito à produção artística através de mostras audiovisuais, artes visuais e apresentações culturais que valorizem a memória do Jaguaribe;
↘ Fomento à Economia Criativa, estimulando o desenvolvimento econômico local por meio de feiras de economia solidária, integrando produtores, artesãos e mestres de saberes tradicionais;
↘ Protagonismo Comunitário e Articulação em Rede, fortalecendo os vínculos entre o Ponto de Cultura e a comunidade escolar, além de ampliar o intercâmbio de tecnologias sociais com a Rede Cultura Viva no Rio Grande do Norte.
AS MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE física e comunicacional (Libras e audiodescrição) estão garantidas em todas as atividades formativas e eventos culturais do projeto.
PRÓXIMA ATIVIDADE:
↘ Diálogos indígenas e ambientais é um programa de formação que promove a integração entre os saberes do Instituto Gamboa do Jaguaribe e as instituições públicas de educação formal. A formação capacita educadores, estagiários e agentes culturais de base comunitária no letramento étnico-racial, ambiental e segurança alimentar.
| Sábado, 10 de outubro às 8h
| Local: Gamboa do Jaguaribe
São 40 vagas e as INSCRIÇÕES podem ser feitas AQUI
SOBRE A GAMBOA
Fundado em abril de 2016 e aberto para visitação do público externo, o sítio histórico e ecológico Gamboa do Jaguaribe é uma reserva ambiental e um ponto de cultura com cinco hectares de mata atlântica (mata ciliar e manguezal).
Situada dentro da zona de proteção ambiental número oito (ZPA 8), a maior zona ambiental da capital potiguar preparada para auxiliar instituições de ensino no cumprimento das leis 9.795/99, 11.645/08 e 13.666/18, que determinam a obrigatoriedade da Educação Ambiental, o ensino das Histórias e Culturas Indígenas e Segurança Alimentar.
ESTE PROJETO foi contemplado no chamamento público 10/2026, Rede Municipal de Pontos de Cultura, Natal/RN, fomento a projetos continuados de pontos de cultura – Pnab.



