Bolsonarismo é derrotado nas urnas, mas é preciso manter a mobilização popular!

Charge: Latuff

Nessas eleições o fascismo [regime político que tem horror à democracia e aos direitos humanos] foi barrado no baile das urnas. O lema moralista do bolsonarismo, “Deus, Pátria e Família”, acabou desmascarado pelo povo brasileiro que foi à luta sem medo e deu o troco.

A virada histórica no segundo turno da eleição pra presidente do Brasil demonstrou o poder da mobilização popular, que tomou as ruas e as redes sociais para dar o tom da luta de classes e transformar uma campanha eleitoral em revolução.

Com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente neste domingo. Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 59.826.041 votos (48,21%). Uma diferença de 4,43 milhões de votos. O resultado foi anunciado neste domingo (25/10) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

No primeiro turno, Flávio havia terminado na frente, com 47,03%, contra 45,16% de Lula. O resultado representa uma virada histórica. Lula venceu em 13 estados e no exterior, enquanto Flávio levou outros 13 e o Distrito Federal. O petista ampliou sua votação em todas as regiões e virou o resultado em 211 cidades. No Nordeste, chegou a cerca de 24,4 milhões de votos, contra 10,7 milhões do adversário.

Agora, é continuar nas ruas, no movimento estudantil, sindical, popular e cultural, em defesa da mãe terra, dos povos indígenas e quilombolas, das comunidades tradicionais, do SUS, da moradia digna e demais direitos sociais.

A extrema direita representada pelo fascismo continua de tocaia, só esperando uma nova oportunidade para atacar. A luta por melhores salários, condições dignas de trabalho, serviços públicos de qualidade, são questões que afetam diretamente a vida do povo trabalhador. Estamos em guerra o tempo. Uma guerra antirracista, contra a homofobia e o machismo que violenta e mata.

Portanto, o balanço dessa eleição não deve se limitar à contagem de votos ou à vitória de um candidato. Não basta derrotar o fascismo, é necessário manter a mobilização para combater qualquer ameaça ao planeta, às liberdades e aos direitos humanos. O resultado eleitoral é apenas mais um capítulo nessa guerra sem fim. A defesa da democracia precisa caminhar de mão dada com a defesa da vida, do trabalho digno, da moradia, da comida, da saúde, da educação, dos direitos sociais e da soberania nacional.

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