
Natal, RN – Enquanto a sociedade potiguar revisita a importância de suas memórias históricas, uma outra face do Rio Grande do Norte demonstra a vitalidade e a riqueza de suas comunidades tradicionais. Longe dos holofotes das grandes discussões, mas com uma presença fundamental para a cultura e a economia local, quilombolas, indígenas e povos de matriz africana no estado do Rio Grande do Norte têm recebido um apoio crucial na assistência à agricultura. Essa atuação se estende tanto nos espaços rurais, berço de suas tradições, quanto nas periferias urbanas, onde esses grupos buscam manter suas raízes e modos de vida através da produção de alimentos e do cultivo de saberes ancestrais, demonstrando a importância de uma extensão rural inclusiva e adaptada às suas necessidades específicas.
No cenário nacional, as Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATERs) desempenham um papel protagonista no apoio a esses grupos. Praticamente todas as EMATERs estaduais no Brasil possuem programas robustos voltados para povos e comunidades tradicionais, abrangendo indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, ribeirinhos, extrativistas e comunidades de terreiro. O foco é multifacetado: garantir a segurança alimentar, fomentar a geração de renda e, crucialmente, preservar a riqueza cultural e os conhecimentos transmitidos de geração em geração. Dentre as empresas que se destacam por essa extensão rural social e produtiva, temos exemplos notáveis como a Emater-PA, Emater-RS e Emater-MG, que atuam em diversas frentes, desde a documentação civil até o fomento à agroindústria e ao artesanato.
No contexto potiguar, a Emater-RN, alinhada às diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) e do Decreto nº 6.040/2007, tem intensificado sua atuação junto às comunidades tradicionais. A empresa trabalha lado a lado com comunidades costeiras, como pescadores artesanais e extrativistas, e com comunidades rurais, incluindo os agricultores familiares, os indígenas e os quilombolas. A integração com iniciativas como o Plano Brasil Sem Fome demonstra um compromisso efetivo com a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável, respeitando as diferenças culturais e os modos de vida tradicionais que são a base dessas comunidades.
Essa importante frente de trabalho tem encontrado eco e apoio no campo político. A deputada Estadual Divaneide Basílio, juntamente com o deputado federal Fernando Mineiro, têm atuado com notável ênfase nesse setor, buscando fortalecer as políticas públicas e garantir os recursos necessários para a manutenção e expansão desses programas de assistência. A atuação desses representantes demonstra um reconhecimento da importância vital que essas comunidades representam para a diversidade cultural, social e econômica do Rio Grande do Norte, e a necessidade de se criar um ambiente propício para que prosperem, mantendo vivas suas tradições e garantindo seu bem-estar.
As ações da Emater-RN, somadas ao engajamento político e à própria resiliência das comunidades, reforçam a ideia de que o desenvolvimento do estado deve ser inclusivo, valorizando e integrando todos os seus povos. Ao garantir assistência técnica, acesso a políticas públicas e fomento às suas práticas agrícolas e culturais, o Rio Grande do Norte não apenas assegura a subsistência dessas populações, mas também enriquece seu próprio tecido social e cultural.
A preservação desses modos de vida tradicionais é um investimento no futuro, um reconhecimento de que a diversidade é uma força e que a voz dessas comunidades é essencial para a construção de um estado mais justo e equitativo.

