
Promovido pelo Grupo de Articulação de Matriz Africana e Ameríndia (GAMA/RN), o encontro acontecerá neste sábado 27 de junho, das 7h às 21h, no Complexo Cultural da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), na Zona Norte de Natal.
Após um intervalo de sete anos desde sua última edição, realizada em 2019, o III Fórum Estadual das Comunidades Tradicionais de Terreiros do Rio Grande do Norte marca o reencontro das lideranças religiosas de matriz africana e ameríndia em torno da defesa dos direitos, da preservação da memória e do fortalecimento das tradições ancestrais.
Com o tema “A força do que fizemos guia o que queremos ser”, o fórum pretende fortalecer a articulação entre os povos tradicionais de terreiro, reafirmando esses espaços como territórios de resistência, produção de conhecimento, espiritualidade, cultura e identidade.
Segundo a organização, esta edição simboliza a retomada de um importante espaço coletivo de diálogo, construção de políticas públicas e valorização das comunidades tradicionais, em um momento de ampliação do reconhecimento institucional dos povos de terreiro no Brasil.
Entre os destaques da programação estão o lançamento estadual do Museu Virtual Arquivo Afro Religioso, iniciativa voltada à preservação da memória das religiões de matriz africana, e a apresentação do Mapa do Axé Potiguar, cartografia inédita que reúne informações sobre os terreiros existentes no Rio Grande do Norte, contribuindo para a produção de dados, pesquisas e ações de proteção do patrimônio cultural.
Vem fazer parte dessa roda de conhecimento, celebração e resistência, uma programação repleta de debate sobre direitos humanos, políticas públicas, memória, ancestralidade, organização comunitária e o combate à intolerância religiosa.
A participação é gratuita, mediante inscrição, e a organização informa que todas as pessoas inscritas terão alimentação garantida durante a programação.
Além de lideranças religiosas, o fórum é voltado para pesquisadores, estudantes, movimentos sociais e toda a sociedade interessada na valorização da diversidade religiosa e cultural.
A expectativa dos organizadores é que o encontro fortaleça a rede estadual das comunidades tradicionais de terreiro, ampliando a visibilidade de seus territórios, promovendo intercâmbios de experiências e consolidando estratégias de enfrentamento ao racismo religioso e às diversas formas de discriminação.
O III Fórum reafirma, assim, o papel histórico das comunidades tradicionais de terreiro como guardiãs da ancestralidade, da cultura afro-brasileira e da construção de uma sociedade mais democrática e comprometida com a liberdade de crença e os direitos humanos.






