
Uma das equipes da Chapa 2 – Oposição Unificada, independente de governos para mudar o SINTE – percorreu as regionais de Santa Cruz, Currais Novos e Caicó. Na estrada e nas escolas, estiveram presentes Luciene Souza, Gisele Batista, da Regional de Ceará-Mirim, e Nando Poeta, da base de Natal.
Fomos ao encontro da realidade, não para descobrir, mas para confirmar o que a base já denuncia há tempos: o distanciamento entre a direção do SINTE e os trabalhadores da educação. O diálogo raro, a escuta virou ausência.
O que vimos foi o retrato de escolas que resistem como podem. Estruturas precárias, ausência de condições adequadas, especialmente nas escolas de tempo integral, onde falta espaço digno para o convívio e para o desenvolvimento pleno dos estudantes. Falta chão, falta teto, falta cuidado.
Nas redes municipais, o sentimento ecoa em muitas vozes: abandono. Profissionais relatam a ausência do sindicato nas lutas concretas do cotidiano. E o que se ouve, quase em uníssono, é a percepção de uma direção que mantém relações excessivamente amistosas com gestores públicos, quando deveria estar ao lado da base, na defesa firme dos direitos.
Não é novidade. Por isso afirmamos, desde o nome, que nossa chapa defende um sindicato independente dos governos, com coragem para enfrentar, denunciar e construir alternativas.
Saímos dessas visitas com mais convicção: é preciso mudar o SINTE. Reconstruir um sindicato vivo, combativo, enraizado nas escolas, que escute, acolha e lute junto com a categoria.
Também percebemos o medo. Em muitas regionais, profissionais evitam se posicionar, temendo represálias. Isso não pode ser naturalizado. Um sindicato não pode ser espaço de intimidação, mas de liberdade e organização.
E por isso, nesta eleição, lembramos o ensinamento das lutas populares: quando a pressão é grande, o voto se torna um gesto silencioso, mas poderoso. Como já dizia a canção, há momentos em que se vota “por baixo do pano”, mas sempre com a esperança de mudar a história.
Vote Chapa 2 – Oposição Unificada
Independente de governos, para mudar o SINTE e devolver o sindicato às mãos da base.





