Alyne Bautista I Arquivo pessoal

Uma mulher trabalhadora, cumpridora das suas obrigações profissionais, foi presa! Qual a acusação? Qual o motivo da prisão?

 

Luciana Lima | Movimento Mulheres em Luta (MML/RN)

 

Alyne Bautista se incomodou com a facilidade com que o poder público se presta a ações duvidosas. Cabia a ela investigar, se certificar dos fatos e fazer a denúncia. Mas, acontece que ela estava mexendo com “peixe grande”. O poder judiciário no Brasil é intocável. Sempre se coloca acima da lei e da ordem. Quantos exemplos já tivemos de magistrados envolvidos em crimes, em casos de corrupção e que nunca foi penalizado? A pena para muitos desses casos é ser afastado e se aposentar com todas as regalias que o poder lhe concede.
Alyne Bautista mexeu com um vespeiro. Ousou expor e tornar público um possível caso de uso da máquina pública em favor de uma empresa que tem como sócios funcionários públicos que, pela lei, não podem defender, fazer propaganda e negociar com o Estado em seu favor.
A prisão de Alyne, o confisco das suas ferramentas de comunicação, como computador, tablets, pendrive e celulares é a forma usada pela justiça para calar quem ousou levantar questionamentos a respeito de quem deveria cumprir a lei cegamente.
Outro destaque é para o governo do Estado. Qual o papel do Estado nessa história? Porque ainda não foi feito um esclarecimento à população a respeito do caso? De que lado o governo vai se posicionar? Do lado da servidora que informou a população sobre o que estava acontecendo dentro da secretaria estadual de educação e, consequentemente, fez estancar a sangria?
Ou vai se calar diante do poder judiciário?
Não vamos abandonar Alyne Bautista no momento em que ela precisa de todo nosso apoio. E temos outro motivo para defende-la: é uma mulher que está presa e sofrendo pressão por parte de um poder que, em muitos casos, se posiciona contra os trabalhadores e o povo pobre desse país.
Somos todas Alyne Bautista!