Charge: Rodrigo Brum

O presidente Jair Bolsonaro não tá nem aí pra gravidade da pandemia
e o crescente números de mortes por Covid que enluta milhares de famílias todo dia.

Negacionista, o atual morador do Palácio da Alvorada é avesso à medidas restritivas na pandemia, ignorando todos os protocolos sanitários recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O mais recente Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz, publicado nesta terça-feira (07/4), alerta que a pandemia pode permanecer em níveis críticos por todo o mês de abril, prolongando a situação de colapso no sistema de saúde em todo o país. Os pesquisadores explicam que houve uma aceleração da transmissão de Covid-19 no Brasil e variantes do vírus permanecem em circulação intensa mantendo hospitais superlotados e a ocupação de leitos de UTI em alta. De acordo com o estudo foi observado ainda um novo aumento da taxa de letalidade, de 3,3 para 4,2%.
Baseado neste cenário e no argumento de que o “essencial é proteger à saúde e salvar vidas”, os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz defendem que é fundamental neste momento a contenção das taxas de transmissão e crescimento de casos através de medidas de bloqueio ou lockdown, com o objetivo de reduzir a velocidade da propagação. A análise aponta para a necessidade de maior rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais para todos os estados, capitais e regiões de saúde que tenham taxa da ocupação de leitos acima de 85% e tendência de elevação no número de casos e óbitos. Para atingir os resultados esperados o estudo destaca que essas medidas de bloqueio precisam ter pelo menos 14 dias de duração e, em algumas situações, ainda mais tempo.
Entre as medidas propostas, estão a proibição de eventos presenciais, como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional; a suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país; o toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana; o fechamento das praias e bares; a adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado; a instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual; a adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos; a ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos.
Somado a todas essas políticas em defesa da vida é fundamental o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com ampla testagem e aceleração da vacinação. “É imprescindível ainda garantir as condições para que a população possa se manter em casa protegida, limitando a circulação de pessoas nas cidades apenas para a execução de atividades verdadeiramente essenciais”, reforçam os pesquisadores.
Neste momento mais grave da pandemia, a reduzir o valor do auxílio emergencial e o número de famílias beneficiadas é o mesmo que celebrar a fome com argumentos furados da falta de dinheiro. Lembrando que em 2020 foram liberados R$ 292 bilhões para o auxílio emergencial que socorreu 68 milhões de pessoas. Foram pagas cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300, garantindo alimento na mesa de 30% de brasileiros/brasileiras.
Além de todo o desprezo com a grande maioria da população brasileira neste momento entre a vida e as mortes, Bolsonaro insiste em fazer do extermínio deliberado a sua principal política na pandemia. O resultado desse genocídio nas últimas 24 horas é a morte de 4.211 pessoas pela Covid-19 no Brasil, totalizando até o momento 337.364 vítimas.