Foto: Assesoria Sindsaude/RN

Na capital potiguar, representantes do movimento sindical e popular participaram de um ato nesta quarta-feira (07/4) em Defesa da Saúde Pública, que ocorreu em frente ao Hospital Municipal de Natal.

Durante a manifestação servidores da saúde alertaram para a superlotação dos hospitais e relataram o sufoco vivido por profissionais e pacientes vítimas da Covid-19. Além de cobrar o fortalecimento do SUS foram feitas denúncias sobre a falta de estrutura das unidades de saúde, a sobrecarrega de trabalho e o assédio moral sofrido pelos trabalhadores. O ato também lembrou o crescente número de mortes por Covid que nas últimas 24 horas registrou 4.211 óbitos.
“No Dia Mundial da Saúde, os profissionais que se mostram tão essenciais, e que há mais de um ano trabalham na linha de frente no combate à Covid-19 no Brasil, infelizmente, não têm nada o que comemorar. Os governos Federais, Estaduais e Municipais continuam investindo na política de desmonte do SUS, precarizando a mão de obra desses trabalhadores, retirando seus direitos, atrasando salários e minimizando a realidade da pandemia para a população”, publicou o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaude/RN) em sua página no facebook, afirmando ainda que a saúde luta por respeito, pela vacinação em massa, por um auxílio emergencial digno e pelo fora Bolsonaro e Mourão.

 

Foto: Fernanda Ferreira (ASCOM SindEnfermeiro)
Em Brasilia, o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF) e entidades que atuam em defesa da saúde pública e pelo fortalecimento do SUS realizaram um protesto em frente ao Congresso Nacional.
“Comemoramos no dia 7 de abril o Dia Mundial da Saúde, data em que todos os países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU) colocam em pauta o tema da Saúde Pública como fundamental para o desenvolvimento social e para a dignidade humana. Porém, apesar de termos o maior sistema público de saúde do mundo, o SUS, o Brasil não tem o que comemorar diante da irresponsabilidade federal na condução das ações contra a pandemia de Covid-19”, diz a Nota Pública do Conselho Nacional de Saúde.
“Lockdown, emprego, renda e quebra de patentes com vacina para todos e todas”, é a palavra de ordem da CSP-Conlutas que assina o “Chamado Global – Salvar Vidas e proteger o trabalho” juntamente com outras centrais sindicais, movimentos sociais e organizações da sociedade civil nacional e internacional.
Para a Central Sindical e Popular essa data tem significado especial diante de uma pandemia que já infectou mais 131 milhões de pessoas no mundo e provocou 3 milhões de mortes, sendo mais de 10% do Brasil em um total de aproximadamente 190 países atingidos. “Mais do que homenageados, queremos ter a nossa profissão respeitada, valorizada. Há trabalhadores e trabalhadoras da saúde que estão com salários atrasados, trabalham sem equipamentos de proteção necessários, sem proteção às próprias famílias que ficam expostas à contaminação”, afirma a assistente social Rosália Fernandes, da CSP-Conlutas.