Enquanto a pandemia do novo coronavírus acelera o número de mortes, que já passa dos 225 mil, o grito Fora Bolsonaro, impeachment já! se espalha nas ruas do país.

As manifestações de resistência que vêm se multiplicando em todo o Brasil contam com a participação de sindicatos, movimentos populares, partidos políticos, sociedade civil e a população em geral. “Fui à carreata Fora Bolsonaro. Muito bolsonarista na rua. Revoltante”, diz a professora e historiadora Aluizia Freire sobre as mobilizações ocorridas em Natal, capital potiguar, no último domingo (31/1).
Ela explica que a carreata saiu do Parque da Cidade, no bairro Pitimbú, e percorreu várias ruas carregando as bandeiras em favor da vacinação para todas e todos e pelo impeachment do presidente genocida. “Muita gente saía de suas casas gritando Fora Bolsonaro, nas janelas dos apartamentos mostravam panos vermelhos, faziam gestos de satisfação, teve até panelaço. Infelizmente os bolsonaristas vinham para as ruas no intuito de mostrar apoio ao governo sem nenhum pudor, faziam gestos obscenos, gestos de arminhas, jogaram ovos nos carros, mostrando sua defesa em favor de um governo genocida que deseja a morte da população, não está preocupado em investir na vacinação e salvar vidas”.
Para Aluizia a melhor forma de enfrentar a crise sanitária é vacinar toda a população brasileira, ampliar recursos para o SUS e manter as medidas de distanciamento social. Além de responder à crise econômica com a retomada do auxílio emergencial, programa de proteção ao emprego, fortalecer a luta contra a reforma administrativa e o grito Fora, Bolsonaro, Impeachent já!

“Não aguentamos mais. Fora Bolsonaro, Mourão e todos os corruptos”,
afirma a historiadora em tom de desabafo.