Fotografia: Taian Marques/Coletivo Foque

Os tapetes do Congresso Nacional se transformaram numa aglomeração de negociações e disputas eleitorais nesta segunda-feira (01/02).

Na ordem do dia a dança das cadeiras para as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados. Uma verdadeira feira de votos onde os gabinetes foram transformados em bancas de negócios com sujeira pra todo lado. A desavergonhada política do “toma-lá-dá-cá” garantiu as vitórias de Arthur Lira (Progressistas/AL) para a presidência da Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco (DEM/MG) para presidir o Senado. Os dois resultados foram comemorados pelo governo Bolsonaro.
Vale lembrar que além de decidir quais os projetos que entrarão na pauta, cabe ao presidente da Câmara a decisão sobre o processo de impeachment do presidente República. Dá pra imaginar o massacre ainda maior aos direitos que deverá enfrentar a classe trabalhadora com um Congresso Nacional aliado do governo federal. “Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes, além de evitar um impeachment, têm uma pauta ultraliberal que prevê ainda mais ataques aos trabalhadores e ao país, como uma nova reforma trabalhista, a Reforma Administrativa que visa privatizar os serviços públicos, diversas privatizações e projetos reacionários de interesse da bancada religiosa. É essa pauta que o governo pretende fazer avançar no Congresso e por isso se aliou aos notórios corruptos do Centrão para garantir votos”, avalia Paulo Barela, da CSP-Conlutas.
Para o dirigente da Central Sindical e Popular, as manifestações pelo Fora Bolsonaro e Mourão, por vacinação para toda a população já, contra a Reforma Administrativa, as privatizações, contra a volta das aulas presenciais nas escolas em meio à pandemia, entre outras lutas, precisam ser intensificadas. “Só a mobilização da classe trabalhadora, da juventude e de toda a população que está sendo prejudicada pela pandemia e pela política genocida deste governo poderá barrar estes ataques”, afirmou Barela.