Enquanto obras e serviços como acessibilidade são deixadas de lado, um interventor imposto pelo MEC administra o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) ao seu bel-prazer.

Com tanta reivindicação legítima da comunidade acadêmica pelos 22 campi do Estado, se preocupar em gastar tanto dinheiro público com a renovação de notebook para a equipe gestora é muita maldade. Mas foi o que fez o “reitor” Josué de Oliveira Moreira ao utilizar recursos da reserva técnica do IFRN e de emendas parlamentares no valor de 254 mil reais na compra de computadores para a Reitoria. Enquanto isso, milhares de estudantes não conseguem acompanhar as aulas remotas por falta de internet e equipamentos adequados.

São 20 computadores do tipo notebook ao preço de R$ 12,7 mil reais cada um/
Enquanto houver intervenção não haverá democracia. Não haverá respeito aos interesses da comunidade à medida que o autoritarismo sufoca estudantes e servidores no IFRN. Um abuso de poder praticado pelo Estado que tem o carimbo do Judiciário.
Essa prática de violação aos direitos humanos é parte da agenda política do presidente Jair Bolsonaro. Uma degradação do ambiente democrático que desrespeita a liberdade de expressão e os espaços participativos. Bem diferente do Reitor eleito, os planos do interventor do MEC no IFRN é seguir o código de conduta de Bolsonaro e sua cartilha recheada de autoritarismo e violação aos direitos. Todo esse cenário exige resistência e muita luta para retomar os direitos e avançar nas conquistas.