Texto/Fotografia: Rogério Marques

Foto: Rogério Marques

A paixão de um pescador pela sua arte, ao lançar a rede no mar, é a verdadeira exibição de um sonho sendo realizado. A tarrafa fiada em fios de nylon é juntada à parca ração sobre a jangada, que ao impulso de enormes varas é movida ao encontro do barco ancorado na praia, só esperando a hora de navegar nos balanços das ondas, rumo à dureza do seu trabalho.

São dias e noites em alto mar. A saudade de casa é alimentada pela pescaria, esse ofício armado de coragem que enfrenta perigos em águas profundas. Lamentavelmente, esse extraordinário trabalho artesanal, tecido por mãos talentosas e calejadas, é cruelmente explorado pela sua finalidade, o lucro. Entregue ao deus dará, tão valoroso produto da pesca, o peixe, é extraído do fundo do mar para encher carradas de cestos expostos ao sereno da noite enluarada, ou ao dia escaldado pelo sol.

De volta à praia, orgulhosamente, esses bravos pescadores retiram da pomposa jangada a meta alcançada. A pesca, enfim, chega ao seu destino final, que certamente não é a mesa do pescador, muito menos distribuído entre os nativos que vivem empobrecidos em praias que são verdadeiros paraísos. Eis a nossa homenagem a esse homem de corpo e alma pesqueira.       

Rema, rema pescador
Mas rema com amor
Tu vives da pescaria
E do peixe que pescou

Tua paz é o ranchinho
A família teu amor
Volta da pescaria
Contente porque voltou

Porque o mar tem o segredo
De pescar o pescador
Mas a reza do teu povo
Novamente consagrou
Tu voltar da pescaria
Contente porque voltou

Rema, rema pescador
Mas rema com amor
Tu vives da pescaria
E do peixe que pescou

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