“Polícia para quem precisa de polícia”

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Por redação | Coletivo Foque

O refrão dos Titãs citado no título dessa matéria já foi inumeradas vezes palavra de ordem em passeatas e demais manifestações sociais. Historicamente, o movimento estudantil, sindical e popular sofre repressão policial. Negros/Negras, Gays, pobres, prostitutas, sem-teto, sem-terra, são vítimas diárias dessa violência.

“Dizem que ela existe pra ajudar
Dizem que ela existe pra proteger
Eu sei que ela pode te parar
Eu sei que ela pode te prender”

Não vão aqui sensações de ira, mas a necessária reflexão sobre a opressão desencadeado pelos aparelhos de repressão do estado, tais como a Polícia Militar.

Respeito sempre à classe trabalhadora

Que as nossas máscaras sejam símbolos da intervenção direta contra o capitalismo. Nenhuma obediência aos mandamentos desses podres poderes, que usam suas máscaras como disfarces para a corrupção que engorda cada vez mais suas contas bancárias. Neste exato momento em que trabalhadoras/trabalhadores da segurança pública sentem na pele a necessidade de lutar contra a opressão, faz-se necessário incluir nesse campo de batalha o debate sobre o respeito às lutas por igualdade e justiça social.

A crise que transformou o Rio Grande do Norte em ruina financeira não pode servir de justificativa para inventar a dor da fome por falta de comida na mesa, consequência dos constantes atrasos de salário.

A luta de classes denuncia a violenta exploração da burguesia contra trabalhadores/trabalhadoras, que vendem sua força de trabalho em troca de salários miseráveis. Pois os fabulosos lucros vão para os donos das fábricas, das indústrias, dos bancos e, consequentemente, os que detém o poder. Enquanto viver sob esse domínio a classe trabalhadora vai morrer sendo vítima dessa escravidão moderna.

A punição deve ser para quem rouba o patrimônio público e as/os trabalhadoras/es, como revelam os seguidos escândalos de corrupção, em nível nacional, estadual e municipal. Porém, a lei vê o crime que lhe é conveniente e pune de acordo com a sua conveniência. É tudo uma questão de ideologia.

Por isso, não podemos censurar, silenciar nem aprisionar aqueles que lutam por dignidade e respeito aos direitos. Ativistas da imprensa livre levada às ruas pelo Coletivo Foque já sofreram porradas e tiveram seus instrumentos de trabalho aprisionados pela repressão policial. Mas não nos rendemos. Nem vamos agora nos dividir como querem os poderosos. Ao contrário, a hora é de juntar forças e apoiar a luta dos/as trabalhadores/trabalhadoras da segurança pública por salário em dia e condições dignas de trabalho. É preciso estar atento e forte sempre para combater toda forma de opressão.

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