A (R)EVOLUÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Desde o comecinho, há trinta mil anos, o homem sabia que precisava fazer alguma coisa para se comunicar. E fez. As pinturas rupestres são registros fiéis das primeiras manifestações visuais utilizadas pelo homem na tentativa de solucionar problemas de comunicação.

ISSO ERA SÓ O COMEÇO. Traçando uma linha que parte das pinturas em cavernas até o séc. XV, quando Gutemberg inventou os tipos móveis, é possível notar que a [R]evolução dos processos de comunicação tem caminhado junto com a função plástica da informação. Há pouco mais de 150 anos, a invenção da fotografia veio valorizar ainda mais as possibilidades da imagem como instrumento de comunicação, juntamente com a palavra.

MINHA PÁTRIA É MINHA LÍNGUA, disse Fernando Pessoa

Segundo Cintia Barreto, poeta e professora de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, “cada língua carrega consigo as marcas de sua formação”.

Ela lembra que o escritor modernista brasileiro, Guimarães Rosa, “sempre reforçou a ideia da universalidade por meio do regionalismo”. O sertão é do tamanho do mundo, afirmou Rosa. “Nesse sentido, compreendemos que o “global” não implica a negação do “local”, declara Cíntia.

“É só pela libertação que os oprimidos resgatam sua auto-estima. Refazem a identidade negada. Reconquistam a pátria dominada. E podem construir uma história autônoma, associada à história de outros povos livres.” (BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana).

Faz-se necessário fazer valer a fala dos povos das mais diversas tribos. Da favela, dos quilombolas, dos indígenas.

A LINGUAGEM É SUPORTE DE OPERAÇÕES ESSENCIAIS À PRODUÇÃO DA ALIENAÇÃO. Um ato de comunicação torna-se mais importante que os próprios acontecimentos. Com isso, tornou-se inaceitável a concepção da comunicação apenas como informação e transmissão destituídas de significados políticos e sociais.

HISTORICAMENTE a comunicação constrói signos ligados à evolução do homem, evidenciando fatos culturais, políticos, econômicos e sociais, traduzindo ideologias e interferindo na transformação da sociedade, por que está constantemente criando conceitos, desenhando símbolos e promovendo mudanças.

LINHA DO TEMPO

EM 1979 a ditadura com a sua censura tomava conta do país. Nesse mesmo ano começamos a publicar o jornal Alerta, no Grêmio Estudantil do Atheneu Norte-riograndense. Daí em diante, foram muitos jornais, panfletos, boletins e cartazes para congressos, seminários e muita coisa para escrever, fotografar, editar, publicar. O movimento social nos conduzia a fazer um trabalho de comunicação que não parava nunca. Pesquisas, cursos, oficinas e uma extensa literatura sobre comunicação alternativa passou a ser uma constante. Foi assim que a palavra e a imagem passaram a representar um grande aprendizado.

O COLETIVO FOQUE nasce desse contexto político e social fora do eixo comum à imprensa dos poderosos. Queremos continuar utilizando as diversas peças da linguagem como fios condutores de uma comunicação comprometida com as causas sociais.

SOMOS OPERÁRIOS DA INFORMAÇÃO: jornalistas, pesquisadores, tradutores, designers, fotógrafos, ilustradores, historiadores, profissionais que têm o sonho de trabalhar para mudar o mundo. A vocação desse sonho materializa-se nesse coletivo, que se dedica à produção de mídias alternativas em meio a um mercado que fabrica alienação.

ESTE TEM SIDO O NOSSO PAPEL, produzindo reportagens, jornais, folhetos, cartilhas, cartazes, sites e material para congressos, plenárias e demais fóruns dos movimentos sociais.

A CONTINUAÇÃO DESSE PROJETO DEPENDE DE PARCEIROS COMO VOCÊ. Junte-se ao nosso coletivo e ajude a manter a independência da imprensa livre.

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o caminho mais curto, produto que rende mais
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