Por Coletivo Foque | Fotografia: Taian Marques

No Brasil e no mundo a classe trabalhadora está sendo refém de um doloroso processo de perda de direitos. Isto aumenta cada vez mais a desigualdade social, consequência da concentração de renda que só existe por conta da exploração nas relações de trabalho.

Diante desse cenário, o movimento sindical e popular tem mobilizado as diversas categorias de trabalhadores, juntamente com a sociedade civil organizada, para lutar contra os sucessivos ataques dos governos e dos patrões.

Nesse contexto, as reformas do governo Temer estão estraçalhando com toda fúria os direitos trabalhistas e, agora, ameaça a previdência. No Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria segue a mesma política de ajuste fiscal do governo federal para atacar diretamente o bolso do funcionalismo e o serviço público. O resultado é o sucateamento de serviços como saúde, educação, segurança e transporte.

Representantes do fórum dos servidores se reúnem para avaliar o movimento desta terça-feira (30/01)

Não restando outra saída aos sindicatos e movimentos sociais, senão lutar em defesa dos direitos conquistados à custa de muito suor e lágrima, nesta terça-feira (30/01) os servidores estaduais voltaram a acampar em frente à Assembleia Legislativa. O objetivo é barrar as votações do chamado “Pacote de Maldades”.

Segundo Janeayre Souto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta (Sinsp/RN), o governo quer retirar o adicional por tempo de serviço, quebrar a paridade entre servidores ativos e inativos, aumentar a alíquota da previdência de 11% para 14%, %, impõe a previdência complementar e ameaça com a demissão de servidores.

O professor de Filosofia, Ramos Neves, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), denuncia que esse pacote de maldades visa acabar com os planos de carreira. “A pretensão é congelar por vinte anos os salários e precarizar cada vez mais o serviço público. Não podemos aceitar de maneira alguma esse pacote, porque traz não só prejuízo paras os trabalhadores, mas também para a população em geral ”.

A representante do Sindsaude/RN, Rosália Fernandes, afirmou que os servidores da saúde estão em greve há mais de 180 dias, numa luta de resistência por condições de trabalho e pelo pagamento dos salários atrasados. “Então, a nossa palavra de ordem é manter a resistência, continuarmos firmes e fortes, para fortalecer a mobilização e barrar a votação desse pacote fiscal na Assembleia Legislativa. Vamos garantir os direitos da classe trabalhadora e do funcionalismo público, que é quem sustenta esse estado”.

Para o representante da CSP-Conlutas, Dário Barbosa, a luta dos servidores públicos tem sido muito forte e muito importante pra derrotar os ajustes do governo Temer e também do governo Robinson. São ajustes que retiram direitos dos trabalhadores, quer privatizar a Caern e transferir a universidade estadual para o BNDES fazer o que quiser com ela. Então, o governo Temer, assim como o governo Robinson, querem resolver o problema da crise econômica às custas dos trabalhadores. Por isso, hoje é mais um dia de resistência e mobilização”.

Nesta quarta-feira (31) o Fórum dos Servidores convoca para mais um acampamento, a partir das 6h da manhã, em frente à Assembleia Legislativa.

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