Dia nacional de lutas

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Por Coletivo Foque | Fotografia: Taian Marques

Sexta-feira, 10 de outubro, movimentos sindicais e populares voltaram às ruas para reafirmar que os trabalhadores não estão dispostos a cumprir a perversa agenda de retirada de direitos imposta pelo governo federal.

Em Natal, o dia nacional de lutas iniciou com trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias de braços cruzados. Uma forma de protestar contra as novas regras trabalhistas, que entraram em vigor no último sábado, dia 11. As mudanças alteram mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

No início da tarde, ao som de muita batucada e palavras de ordem contra as reformas, diversos movimentos se reuniram na Praça Gentil Ferreira. Em poucas horas a praça ficou lotada de bandeiras, faixas, cartazes e milhares de insatisfeitos com as políticas do “governo” Temer. Sindicatos, centrais e movimentos sociais seguiram em grande passeata rumo ao centro da cidade.

De acordo com o presidente do Sindguardas/RN, Souza Júnior, “em mais um dia de luta a classe trabalhadora se une para demostrar ao governo federal, estadual e também ao prefeito Carlos Eduardo que não aceitará nenhuma medida de retirada de direitos dos trabalhadores”.

Para Pablo Henrique, coordenador geral do Sindsegur, é importante a mobilização das diversas categorias contra a reforma trabalhista e da previdência. “Essa reforma atinge diretamente o trabalhador vigilante em sua aposentadoria especial”.

Segundo a funcionária de sindicato, Benedita Lopes, “Estamos na luta em defesa dos nossos direitos que estão sendo ameaçados através do governo federal, estadual e também municipal. Nós trabalhadores de todas as entidades sindicais, centrais e federações vamos a luta para defender nossa categoria.”

Durante todo percurso os manifestantes denunciaram os retrocessos da reforma trabalhista e demostram muita disposição de luta. Nenhum direito a menos, essa é principal palavra de ordem da classe trabalhadora.

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