Apagão na saúde

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Por Coletivo Foque | Fotografia: Arquivo/Sindsaude-RN

A saúde é direito de todos e dever do Estado – Art. 196 da Constituição Federal. Na verdade, esse é mais um direito que está no corredor da morte.

Nesta terça-feira (09/01) servidores estaduais em greve protestaram em frente ao Walfredo Gurgel, maior hospital pronto-socorro do estado. O mesmo ocorreu em frente ao hospital municipal Rui Pereira.

O “apagão” na saúde faz parte da jornada de lutas das/dos trabalhadoras/trabalhadores da saúde, que estão em greve desde o mês de novembro por motivo dos constantes atrasos dos salários e das péssimas condições de trabalho. A resposta do governo do Rio Grande do Norte é o silêncio. O gesto do governador Robson Faria não é diferente dos governos anteriores, que sempre deram banana para a saúde pública e os servidores, virando as costas para um direito fundamental.

A luta por uma saúde pública de qualidade e salário digno para os/as trabalhadores/as é uma tarefa antiga do Sindsaude/RN. São constantes assembleias, atos públicos, passeatas, acampamentos e ocupações com o objetivo de chamar a atenção da população, que é uma das principais vítimas das péssimas condições do atendimento nas unidades de saúde estaduais e municipais.

Povo sofre com o desprezo do poder público.

Ao invés de cuidar do emprego, da educação, da saúde e da segurança da população, os governantes viram as costas para os problemas sociais. O compromisso desses governos é com os ricos, grandes empresários e banqueiros, que financiam suas campanhas políticas milionárias.  

Nenhum desses governantes, seus parentes e aliados políticos depende de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Por isso, não estão preocupados com a calamidade em que se encontra a saúde pública. Uma triste situação digna de lamentações.

Enfrentar o atendimento do SUS não é mole.

Os hospitais e demais unidades de saúde passam por todo tipo de privação. Falta de leitos, equipamentos, remédios, manutenção e, principalmente, falta respeito com a vida. Não é preciso ir longe para comprovar esse drama. O maior pronto-socorro do RN é um retrato dessa triste realidade.

No Hospital Walfredo Gurgel a população enfrenta diariamente as péssimas condições de atendimento do SUS. Devido à superlotação, muitos pacientes são colocados em situação de risco nos corredores. Na maioria das vezes são idosos e crianças que estão sendo submetidos a condições desumanas.

Você que inventou a tristeza, ora tenha a fineza de desinventar.

O que será das vidas de José, Maria, João, Albertina e tanta gente que tem o direito ao tratamento de saúde negado? Pense nisso e junte-se à luta dos/das trabalhadores/trabalhadoras para que estado e municípios cumpram seus deveres de garantir saúde pública de qualidade para todos.

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