Por Coletivo Foque | Fotografia: Arquivo Sindsegur

Nesta terça-feira, 30 de janeiro, o Sindicato Intermunicipal dos Vigilantes (Sindsegur) participou de mais uma rodada de negociação sobre a Convenção Coletiva dos vigilantes patrimoniais do estado.

Mais uma vez o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) demostrou total desprezo com a pauta dos trabalhadores e não houve nenhum avanço nas negociações.

A dificuldade da Campanha Salarial deste ano já era esperada, pois, ao chororô de sempre, soma-se a crise política e econômica que vive o Brasil. Mas os patrões se superaram, apoiados pela perversa reforma trabalhista, reduzindo ou eliminando direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo do tempo. Apresentam propostas inaceitáveis e inviabilizam as negociações, um total desrespeito com os vigilantes que arriscam suas vidas nos postos de serviço para garantir os lucros destes empresários gananciosos.

Este cenário de negativa de negociação com os sindicatos está ocorrendo em todo Brasil. A indiferença nas negociações por parte do empresariado ocorre em meio à pressão que os mesmos exercem sobre o governo, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário para fazer prevalecer o chamado “negociado sobre o legislado”.

Numa linguagem fácil de entender, isso quer dizer que tudo que for negociado passaria a valer mais do que a lei. Nesse caso, os trabalhadores são os únicos perdedores e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) vai para o ralo.

Isso é uma grande contradição dos patrões. Por um lado, defendem que o negociado prevaleça sobre a lei, mas quando têm a obrigação de sentar para negociar a data-base de seus trabalhadores fingem que não é com eles.

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