A desigualdade entre homens e mulheres continua grande no mercado de trabalho brasileiro. Elas  enfrentam enormes desafios para encontrar emprego e ter salário decente.

No gráfico observa-se que as mulheres foram as principais vítimas da crise no mercado de trabalho em 2017. No RN, entre o primeiro e o último trimestre do ano, a média salarial delas teve uma redução de R$ 83,00 (-6,4%).

Dados do IBGE apontam que no 4º semestre de 2017 as mulheres recebiam no estado do Rio Grande do Norte uma média de R$ 1.291,00, este valor é 15,84% a menos do que o salário dos homens, R$ 1.534,00. Se comparado aos demais estados do nordeste o RN ocupa a 6ª posição no ranking da desigualdade salarial entre os gêneros.

Além de ter que enfrentar a desigualdade de gênero, as mulheres da região nordeste ainda tem como obstáculo as marcantes desigualdades regionais. Elas trabalham 80% a mais de horas semanais que os homens e recebem os piores salários do Brasil.

A média salarial das mulheres no nordeste é R$ 1.285,00, uma diferença de 58,68% para região centro-oeste que tem a maior média do país, R$ 2.039,00. No Brasil o Amapá é o estado mais igualitário na questão salarial entre os gêneros. Os homens recebem em média R$ 2.032,00 e as mulheres R$ 2.030,00, uma diferença de 0,1%.

Gênero e desemprego

Além da desigualdade nos rendimentos, no Rio Grande do Norte elas também são a maioria no quesito desemprego. No 4º Trimestre de 2017 o índice de mulheres que estavam fora do mercado de trabalho no estado era 13,6%, 2.4 pontos percentuais a mais do que os 11,3% dos homens no mesmo período.

A questão de gênero em todo o Brasil é um fator que determina as diferentes possibilidades de ter acesso a um emprego e nas suas condições de trabalho: remunerações, benefícios e possibilidades de proteção social.