A banda podre da imprensa

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//Por Coletivo Foque | Da redação

Nesta quinta (06/07) os povos indígenas que participavam de uma manifestação pacífica foram atacados à bala de borracha e bombas de gás pela polícia militar, que sempre usa essas armas para reprimir movimentos sociais.

Enquanto isso, “jornalistas” mercadores de notícias se rendem aos poderosos e mercantiliza a informação de acordo com os interesses da elite dominante. Esse “jornalismo” a serviço dos ricos e poderosos se esconde atrás da repressão fardada e se distancia da verdade.

Analise a fala de um repórter durante a repressão da PM contra os povos indígenas:

“O comandante da polícia militar tentava negociar com os manifestantes, pedindo que eles liberassem a via, mas o grupo não aceitou e a polícia precisou entrar em ação”.

Enquanto os indígenas enfrentavam as bombas de gás e as balas covardes da polícia militar o repórter vai narrando os fatos de maneira parcial:

“A polícia vai agindo, a polícia vai trabalhando. O jeito foi agir dessa forma pra tentar tirar o pessoal que não aceitava nenhum acordo”.

Durante a transmissão da reportagem o apresentador do programa Patrulha da Cidade, Cyro Robson, da TV Ponta Negra, demonstra sua ignorância com a realidade dos povos indígenas:

“Nós temos pelo menos cinco tribos indígenas aqui no estado, a maioria delas se concentram em Canguaretama, como é o caso desses índios”.

Depois segue insultando um rapaz que participou das manifestações:

“Não tinha só índio não, aí tinha também algumas pessoas de sindicatos, e tinha um fumando maconha, maconheiro safado… palhaço… o cabelinho amarrado, cheio de maconha no rabo…”

Acredite. Isso é apenas parte de um famoso programa de TV no RN (Brasil). Na real.

 

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