18 de fevereiro de 2019

Defenda a Rede Federal de Educação!

 

A defesa da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica nunca foi tão necessária como é agora! A conjuntura é difícil: congelamento de gastos aumentando a precarização, governo privatista de extrema direita e PL que promove o reordenamento dos Institutos Federais (IFs) já em tramitação no Congresso Nacional. Só a luta dos servidores, dos estudantes e da sociedade em defesa da nossa Rede pode evitar um completo desmanche do ensino federal público e sua entrega à iniciativa privada e/ou ao Sistema S.

O SINASEFE está desde o ano passado com a campanha “Em Defesa da Rede Federal: Educação não é mercadoria, é Direito!” no ar. Por isso, vimos aqui reativar a divulgação das peças da campanha, tanto para uso mais frequente dos nossos filiados e filiadas em suas redes sociais (Facebook, WhatsApp etc) quanto para facilitar o trabalho das seções sindicais em baixar os itens da campanha para impressão e distribuição nos locais de trabalho.

Se a Rede Federal for desmontada, como prevê a política ultraliberal de Bolsonaro/Paulo Guedes, irão embora os direitos e a estabilidade dos servidores; e o acesso da população (principalmente a mais pobre) à educação gratuita e de qualidade. Massificar esta campanha é o melhor caminho para furar as bolhas em que as redes sociais nos enclausuram, massificar a crítica ao desmonte do Estado Brasileiro e trazer o povo para o lado da defesa da educação e dos serviços públicos essenciais à sociedade!

Relembre os itens da campanha
Peças da campanha
Atenção seção sindical: baixe os materiais abaixo para impressão e distribuição em sua base (todos os arquivos no formato PDF):

Materiais convergentes
Seguem abaixo outros itens que, mesmo não tendo a identidade visual oficial da campanha, foram lançados pelo SINASEFE como peças convergentes à mesma (arquivos no formato PDF):
Sinasefe Antifascista
Por último, as pelas da campanha contra o fascismo que foram distribuídas durante a 156ª PLENA (arquivos no formato PDF):

//Fonte: SINASEFE Natal

Vigilantes participam de mais uma mediação sem nada de novo

Na manhã desta terça-feira (22/1) a diretoria do Sindsegur (Sindicato Intermunicipal dos Vigilantes) participou de mais uma mediação na Superintendência Regional do Trabalho para tratar sobre a Convenção Coletiva de Trabalho – CCT 2019/2020 dos vigilantes patrimoniais do RN.

Lembrando que logo na primeira audiência, ocorrida em 26/11/2018, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp/RN) solicitou novo prazo. Somente no dia 4 de dezembro ocorreu de fato a primeira rodada de negociação com os patrões. Porém, embora o sindicato tenha entregue a pauta de reivindicações desde o mês de novembro passado, até o momento o Sindesp/RN não apresentou nenhuma contraproposta e, mais uma vez, propôs o adiamento das negociações.

Diante do descaso dos patrões o mediador Cláudio Gabriel agendou uma nova mediação para o dia 1º de fevereiro. Até lá está valendo a atual CCT.

Entre os principais pontos da pauta de reivindicações aprovada em assembleias está o reajuste salarial baseado no INPC, mais 3% (três por cento) de ganho real. Quanto ao vale alimentação ficou definido como proposta o valor de R$ 20,00 por dia trabalhado e/ou em período de curso de reciclagem. Além da manutenção de todas as conquistas da categoria.

Deixe o índio no seu canto!

 

Hora de lutar, uma das canções de Geraldo Vandré em tempos de protesto, é o refrão mais apropriado para os recentes acontecimentos políticos.

Toto: Taian Marques/Coletivo Foque

 

Neste ano que se inicia, o propósito do governo recém empossado é transformar o Brasil numa corporação empresarial. Para consumar sua política e merecer o aplauso do mercado capitalista, a exemplo do agronegócio, Bolsonaro e seus serviçais atacam os territórios indígenas. Um ódio que gera graves danos à cultura ancestral dos povos originários, legítimos donos da terra.

Não bastasse o arame farpado das cercas e o envenenamento de rios e terras, a matança do seu povo e da sua cultura, agora a população indígena é atacada por um governo que faz de tudo para apagar territórios indígenas do mapa do Brasil.

A transferência da demarcação de terras para o Ministério da Agricultura, que foi entregue de bandeja à bancada ruralista, é mais um presente de mão cheia para os fazendeiros do agronegócio, maiores responsáveis pela devastação e interessados na destruição dos povos indígenas.

Além disso, a Funai (Fundação Nacional do Índio) passa a ser presidida pelo general da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas, suspeito de conflito de interesses por ter ligações com a mineradora interessada na exploração de ouro em terras indígenas.

Depois de séculos sendo roubados em suas próprias terras, nossos parentes seguem resistindo às tentativas históricas de apagamento. Desde o pau-brasil já desapareceram 1.200 línguas indígenas no país. Muitos morreram, mas seus parentes mantêm a luta pela terra que lhes pertencem de fato e por direito.

Para combater a violação aos direitos e defender seus territórios, povos indígenas de todo país manifestam repúdio às políticas do novo governo e se preparam para mais uma grande batalha de resistência.

Deixe o índio no seu canto. Demarcação já!

Janeiro Branco alerta para saúde mental

 

Fim de tarde da sexta-feira (18/01) na praia de Pitangui. Sob um céu de intenso azul o vento sopra o mar que sacode suas ondas bem ao lado do pé de figo, um patrimônio natural desse lugar e do seu povo simples e bonito. Ao redor da figueira pessoas vão chegando vestidas de branco, numa homenagem à festividade que não demora a começar.

 

Fotografias: Rogério Marques

Bolas brancas enfeitavam a passarela repleta de sonhos a espalhar saúde, afeto, diálogo, amor, respeito, em plena sintonia com o janeiro branco. O lema da campanha – Quem cuida da mente, cuida da vida, chama a atenção para a saúde mental. Diante de toda essa empatia, faz-se necessário o respeito à diversidade para conviver em harmonia com o outro. Um exercício que precisa fazer parte da vida das pessoas.

No cento do evento um jogo de tabuleiro conhecido como My Path, criado pela psicóloga Camila Rabuske, onde perguntas e desafios estimulam o autoconhecimento.

Parabéns a Camilha e toda a Comunidade Ativa de Pitangui. Parabéns a todas as pessoas que participaram ativamente e homenagearam o outro com a troca do olhar e o calor humano tão essencial nas relações sociais.

Parabéns às crianças que mandaram muito bem o recado de esperança por um mundo melhor. Mensagens positivas e inspiradoras, cheias de ensinamentos e amor ao próximo. Atitudes do bem que se traduziram em ações nessa 3ª edição do  Janeiro Branco na praia de Pitangui.

Um belo evento que teve na sua programação rodas de conversa com psicólogos(as), entre outros profissionais que tem como foco a saúde mental.

O evento foi encerrado com apresentação de uma canção em homenagem ao Janeiro Branco cantada pela psicóloga Geysa Cabral.

“A gente pensa tanto na nossa saúde física, por que não pensar na nossa saúde mental, que influencia também no biológico e nos relacionamentos pessoais e profissionais. Acreditamos que somos uma geração que tem que fazer a diferença”, declarou Camila Rabuske

Lembrando que a campanha Janeiro Branco foi criada em 2013 por um grupo de psicólogos e psicólogas de Minas Gerais. Um projeto que tem realizado muitas ações do bem em vários lugares do Brasil e do mundo.

Campanha de Conscientização da saúde mental pela terceira vez em Pitangui/RN

 

Este primeiro mês de 2019 é voltado para campanha do Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre a saúde mental. No Rio Grande do Norte várias ações estão sendo desenvolvidas e organizadas. Uma delas ocorrerá no próximo dia 18 de janeiro, a partir das 16h, no famoso pé de figo, localizado na praia de Pitangui/RN, no litoral norte potiguar, com a 3ª edição do Janeiro Branco em Pitangui, que é totalmente gratuito.

O evento é organizado pela psicóloga e master coach, Camila Rabuske, e a comunidade de Pitangui e terá na sua programação, uma série de palestras com psicólogos, coaches, entre outros profissionais. “Nosso objetivo é estimular as pessoas a pensarem mais sobre a saúde mental e a qualidade do estado emocional de cada um de nós”, disse Camila Rabuske, que é a criadora do My Path, um jogo de tabuleiro de perguntas e desafios que estimulam o autoconhecimento e que será utilizado durante o evento.

A campanha Janeiro Branco foi criada em 2013 por um grupo de psicólogos e psicólogas de Minas Gerais, segundo seu site oficial (www.janeirobranco.com.br), “é dedicada a convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas e seus propósitos, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos”, buscando sempre em primeiro lugar uma saúde mental e emocional plenas.

Programação para a ação do Janeiro Branco – 2019

→16h | Mensagem de abertura com o estudante de Natal Arthur Macedo
e a psicóloga Camila Rabuske

→16h15 | Apresentação musical do estudante João Victor Oliveira, com a música Trem bala

→16h20 | Roda de conversa com o tema: O que é o janeiro Branco? com os psicólogos Júnior Marques, Tamires Silva e Geysa Cabral

→16h45 | Apresentação de dança Swing Muleke da praia de Pitangui

→16h50 | A estudante Luiza entra fazendo 4 perguntas do jogo My Path

→17h20 | Apresentação de uma canção em Libras

→17h35 | Palestra com a trainner Juliana Souza – Quem sou eu?

→18h | Mensagem de Ester

→18h10 | Palestra da psicóloga Aparecida França – Tema: Vivendo melhor com as emoções

→18h30 | Encerramento:
Com a psicóloga Camila Rabuske e o professor de Pitangu, Iago Nascimento lendo uma mensagem sobre o Janeiro Branco.

Apresentação de uma canção em homenagem ao Janeiro Branco pelas psicólogas Geysa Cabral e Camila Rabuske

→Serviço
Evento: 3ª edição do Janeiro Branco em Pitangui
Data: 18 de janeiro de 2019 – sexta-feira
Horário: 16h
Local: Pé de figo – praia de Pitangui/RN – litoral norte potiguar, próximo à praia e ao restaurante Cabrito
Informações:
Camila Rabuske – Organizadora e psicóloga – 99131 4955
Rosinaldo Vieira – assessor de imprensa – 987334107

Comunidade Ativa mobiliza praia de Pitangui

A comunidade de Pitangui prestigiou na tarde deste sábado (12/01) o primeiro desfile da Figueira, um importante evento que tem o objetivo de valorizar empreendimentos locais, a exemplo do artesanato.

Fotografia: Rogério Marques

Segundo Camila Rabuske, uma das organizadoras do evento, “A ideia do desfile é divulgar o comércio local e fazer o dinheiro circular na nossa praia. Por que gastar fora se a gente tem aqui produtos de qualidade?”

Ela explica que faz parte de um grupo chamado Comunidade Ativa, que reúne moradores da praia de Pitangui com o propósito de promover esse tipo de evento e outras ações para aproximar a população e também atrair veranistas.

O Desfile na Figueira foi o primeiro de muitos eventos que ocorrerão durante todo o ano. Na próxima sexta-feira, dia 18 às 16h, vai ter uma grande ação da campanha Janeiro Branco, que tem a finalidade de conscientizar a população sobre a saúde mental. Camila convida as pessoas para se vestirem de branco durante o evento que ocorrerá na Figueira. “Será uma ação belíssima com apresentação de crianças e palestra com psicólogos”.

No dia 8 de fevereiro será realizada uma mostra de gastronomia, às 17h ali na Fiqueira. Vamos lá, galera, juntos podemos contribuir para garantir respeito e qualidade de vida para toda a nossa comunidade da praia de Pitangui.

Plenária em Natal discute reforma da Previdência

Fotografia: Rita de Cássia

Representantes do movimento sindical, a exemplo do Sindesind/RN e Sinasefe Natal, participaram nesta quarta-feira (12/12) de uma plenária em defesa da Previdência.

O evento ocorrido no Sindicato dos Bancários foi organizado pela Frente Potiguar em Defesa da Previdência, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, além das Centrais Sindicais CUT, CTB, Intersindical e CSP Conlutas.

Na ocasião, o advogado especialista em direito previdenciário, Nereu Linhares, afirmou que o déficit na previdência é um dos maiores problemas do Estado do Rio Grande do Norte, sendo necessárias mudanças no regime.

Ele detalhou, separadamente, o funcionamento dos regimes previdenciários gerais e únicos, destacando a importância do movimento sindical se preparar com os devidos argumentos e informações técnicas necessárias para enfrentar a reforma proposta pelo governo federal.

A professora da UFRN, Luana Myrrha, desmascarou o argumento usado pelo governo para justificar a reforma da Previdência. Ela também destacou que a equiparação de idade ao se aposentar é prejudicial devido as desigualdades entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções.

A palavra de ordem da classe trabalhadora nesse momento é resistência, tanto para combater a reforma da Previdência em andamento como para enfrentar toda forma de opressão e exploração praticada pelos governos e os patrões.

Marcha da periferia em Natal ocupa ruas do Bom Pastor

O tema “Reparações Já! Ditadura nunca mais!” deu o tom dos protestos durante a terceira Marcha da Periferia, que aconteceu nesta quinta-feira (29/11) no Bom Pastor, bairro da zona oeste de Natal.

A manifestação iniciou na Escola Estadual Jean Mermoz e seguiu em passeata pelas ruas do bairro até a praça do Beijoqueiro, que serviu como palco para apresentações culturais e encerramento da marcha com batalha de MCs e muito rap para celebrar a cultura da periferia.

→Confira reportagem

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Mostra de Cinema de Gostoso revela novos talentos

A 5ª Mostra de Cinema de Gostoso, que aconteceu de 23 a 27 deste mês no município de São Miguel do Gostoso (RN), levou centenas de moradores e forasteiros para a beira-mar.

Fotografia: Rogério Marques

Quem não conseguia ocupar uma das 450 espreguiçadeiras enfileiradas na areia da praia do Maceió, se acomodava na própria areia iluminada pela lua cheia. Ao final de cada filme, exibido numa tela gigante de primeiríssima qualidade, muitas palmas.

No início de cada sessão era exibido um dos cinco curtas produzidos pelo coletivo Nós do Audiovisual, que é formado por jovens da cidade e comunidades vizinhas. A mostra competitiva exibiu quatro longas-metragens e oito curtas. Além disso, às tardes no centro de cultura eram realizadas sessões panorâmicas de novos longas-metragens e curtas, além da mostra infantil.

Na Pousada dos Ponteiros os debates com realizadores, atores e gente da produção revelavam os bastidores dos filmes exibidos na noite anterior.

Aos 17 anos Renata Alves falou sobre o seu primeiro filme, Derradeiro. “A experiência de ter dirigido um filme foi muito descobridora”, afirmou a integrante do coletivo Nós do Audiovisual.

Para o diretor Manoel Batista, o filme Codinome Breno trata da memória familiar. “Eu busco contar um pouco da história do meu pai, que foi militante em Minas Gerais e foi preso na ditadura”. Ele afirma que é importante ter movimentos de cineastas, artistas, músicos que viveram aquele período para que essa realidade seja contada do ponto de vista dos que sofreram com a ditadura militar no Brasil.

“A Mostra de Cinema de Gostoso é muito importante para o cinema brasileiro. O que eu percebo aqui é uma produção local muito rica, a gente vê projetos com jovens da região fazendo um bom cinema, vejo uma comunidade engajada, interessada, isso é fantástico. Estamos falando de pessoas, de cidadãos, a gente precisa sim de financiamento e apoio púbico, mas a gente precisa entender que é preciso fazer acontecer também sem investimento público. Se ficar esperando apenas pela máquina pública a gente corre o risco de sumir e ser extinto, então essa mostra está de parabéns”, declarou Adriano Cescani, repórter do portal Papo de Cinema.

Segundo o diretor Wallace Yuri, Tingo Lingo é um filme que dialoga com a cultura popular e os riscos eminentes que o trabalhador brasileiro sofre a cada dia. “O filme é uma memória afetiva minha, compartilhada com várias pessoas que já viram vendedores de cavaco chinês.”

O diretor e curador do evento, Eugenio Puppo, informa que a importância da mostra em si é formar público numa região que não tem sala de cinema. “São filmes independentes, autorais, de grande valor artístico e cultural. A gente sabe que o cinema tem um poder formador muito grande, cinema educa, transporta as pessoas para outra realidade, reflete.”

O jornalista Ruy Rocha elogiou a mostra e criticou os festivais de cinema que só se abrem para realizadores muito experientes, que ficam dialogando entre si e bem distantes do público. “A organização desse festival acertou em cheio na integração com a comunidade, na integração entre diferentes realizadores. Aqui você tem a possibilidade de conversar tanto com o pessoal que fez a oficina e tá no primeiro curta, garotada de quinze, vinte e poucos anos, que senta na mesma mesa com realizador mais experiente que já tem uma produção maior, isso deveria ser fundamento de todos os festivais.”

→Confira os filmes escolhidos através de votação popular para o Prêmio Luís da Câmara Cascudo.

Melhor Longa-metragem – Júri Popular
“Meu Nome é Daniel”
Direção: Daniel Gonçalves

Melhor Curta-metragem – Júri Popular
“Guaxuma”
Direção: Nara Normande

Menção Honrosa
“Sócrates”
Direção: Alex Moratto

Prêmio Imprensa – Melhor Longa-metragem
“Inferninho”
Direção: Guto Parente e Pedro Diógenes

Prêmio Imprensa – Melhor Curta-metragem
“Catadora de Gente”
Direção: Mirela Kruel

Prêmio Imprensa – Melhor Filme do Coletivo Nós do Audiovisual
“Filho de Peixe”
Direção: Igor Ribeiro

Prêmio Elo Company de distribuição
“Teoria Sobre um Planeta Estranho”
Direção: Marco Antônio Pereira

Prêmio Mistika de finalização
“P’s”
Direção: Lourival Andrade

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Resistência é uma palavra que, historicamente, mantém-se firme contra a opressão.

Agora, pisadas de um passado assombroso ameaçam a liberdade e a luta por igualdade. Como um capitão do mato encarregado de sequestrar direitos humanos e liberar o trabalho escravo, eis que chega o presidente autoritário, pregando ódio e violência pelo país afora.

Em tempos de repressão contra alunos e professores que ocupam escolas para debater os destinos da educação pública e do país, faz-se necessário fazer da luta de classes uma voz, aos gritos, de que seremos resistência. Até porque não existe neutralidade nessa história, afinal, na sala de aula cabe todas as palavras que, segundo Bakhtin, são ideológicas.

“A desobediência é uma virtude necessária à criatividade”, assim pensava Raul Seixas, que sempre levou o protesto para a sua música. A história do movimento estudantil é um belo exemplo dessa rebeldia. Recentemente, no ano de 2013, mais uma grande demonstração de resistência tomou as ruas de Natal com a Revolta do Busão, um movimento que se estendeu por todo o país com muitas manifestações e a ocupação de escolas. Protestos gigantescos que colocaram na ordem do dia a pauta do passe livre, do transporte coletivo e da escola pública de qualidade. São exemplos de uma consciência política que fez falta às últimas eleições.

Assim como nas ruas, os panfletos devem ir às portas das fábricas e às escolas com o objetivo de protestar e debater sobre as lutas das mulheres, dos povos negros, indígenas, da população LGBT e da classe trabalhadora em geral. A escola sempre viveu, vive e viverá como um espaço vivo de debate para denunciar e derrotar o racismo, o machismo, a pedofilia e todas as formas de opressão.

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