Reunião no gabinete civil. Fotografia: Lenilton Lima
Trabalhadoras e trabalhadores em educação da rede estadual, em greve desde o dia 5 de março, participaram nesta quarta-feira (11/03) de uma manifestação na governadoria, enquanto representantes da categoria se reuniram com o secretário-chefe do gabinete civil, Raimundo Alves Júnior, para tratar sobre a pauta apresentada ao governo do RN.

 

Segundo Fátima Cardoso, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), o posicionamento do governo é que “a divisão do parcelamento do retroativo ao piso será em doze meses“ durante o ano de 2021. “Vamos à luta, a greve está boa no sentido da sua adesão”, concluiu.

“Estamos num ato de pressão para que o governo apresente uma proposta aceitável, pois o o que apresentou até agora é inaceitável, ou seja, implantar dois terços do percentual pra 2021, isso já está rejeitado, o governo já recuou, já apresenta proposta de implantação para 2020, porém, ainda não é agradável o parcelamento do percentual, e ainda tem o retroativo que o governo propõem implantar em 24 parcelas em 2021 e 2022, nós não aceitamos, nós queremos que o governo apresente outra proposta para que possa ser avaliada em assembleia da categoria”, declarou José Teixeira, que também é coordenador do Sinte/RN.

Para o professor José Jairan, membro da comissão de negociação, “O governo apenas disse que o retroativo que seria em 24 parcelas agora seria pago em 2021, e a correção do piso seria pago em 2020, mas também não apresentou calendário”. Na sua opinião, “O ponto principal da luta é a retirada da reforma da Previdência do governo Fátima, porque a gente entende que tudo isso é só um pano de fundo pra esconder o que vem aí”, diz ao apontar que na próxima assembleia vai tentar colocar essa questão na pauta. “O governo finge que está ao lado da classe“, avalia, afirmando que a luta começa muito forte e as escolas estão aderindo à greve. “A disposição da categoria é pra luta”.

Lembrando que nesta sexta-feira 13, às 14h30, na Escola Estadual Winston Churchill ocorrerá mais uma assembleia para avaliar e organizar a greve.