Foto: Taiana Marques

Por que o governo Bolsonaro instiga tanto ódio
contra a educação e a cultura?

Enquanto tenta amordaçar professores e estudantes, Bolsonaro e sua turma faz de tudo para arruinar a educação pública e o que ainda resta de projetos culturais nas terras do Pau Brasil. Institutos federais e universidade estão na mira dessa política que pretende transformar tais instituições de ensino num empreendimento lucrativo.

A ordem do mercado financeiro, a exemplo do que é ditado pelo Banco Mundial, é transformar a educação brasileira numa mercadoria de grande valor para o setor privado. Assim é a cartilha do “Future-se”, projeto do governo federal que pretende substituir a educação pública e gratuita por cobrança de taxas até futuras mensalidades.

Para fazer valer o conhecimento e a ciência produzida pelas instituições federais, além e garantir o acesso a uma escola pública de qualidade para todos, estudantes e trabalhadores em educação ocuparam os espaços escolares e as ruas em mais um dia de luta. As primeiras vinte e quatro horas da greve nacional da educação foi marcada por muito protesto contra os cortes de verbas e a destruição da educação.

Assim como em todas as regiões brasileiras, o Rio Grande do Norte mandou seu recado para o governo Bolsonaro e seus aliados empresários, que tentam arruinar o ensino, a pesquisa e o sonho de milhões de estudantes. Chegar à universidade é um caminho que está sendo desviado para atender os interesses do poder econômico e favorecer grupos políticos aliados do governo.

As manifestações ocorridas nesta quarta-feira (02/10), em Natal e tantas outras cidades brasileiras, demonstram a disposição do movimento estudantil e das entidades sindicais para combater os cortes e toda política de destruição da educação pública.

Neste ano de 2019, o governo do presidente Jair Bolsonaro reduziu em 30% o investimento para universidades
e institutos federais.

Uma situação que tem como pano de fundo o desmantelamento dessas instituições que precisam manter serviços essenciais. Os cortes de verbas representam uma grave ameaça à continuidade dos projetos do ensino e da pesquisa. A tragédia é ainda mais alarmante com a previsão de cortes no orçamento destinado à educação básica em 2020.

A prioridade do MEC é investir R$ 32 milhões nas escolas cívico-militares. Um projeto estratégico para o presidente Jair Bolsonaro louvar sua adoração à ditadura.

Está em jogo a educação e a cultura de um povo que ainda é governado pela mesma elite, que historicamente se apropria dos meios de produção e da força de trabalho para manter o controle e a dominação do conhecimento, da ciência, das artes.

Neste momento faz-se necessário pensar junto com o imortal Raul Seixas:

“A desobediência é uma virtude necessária à criatividade”