Por Coletivo Foque

Foto Taian Marques

O Congresso Nacional, em Brasília, é palco de mais um banquete onde deputados(as) aliados(as) do governo se lambuzam com as propinas (gorjetas) de Bolsonaro. Em troca devem dificultar ao máximo a aposentadoria da classe trabalhadora brasileira.

A “velha política” de acordão é o principal trunfo do governo para a aprovação da reforma em questão. Essa tem sido a prática da Câmara dos Deputados presidida por Rodrigo Maia, que comanda os acordos antes da votação em plenário. Encerrada as discussões sobre o texto-base, a proposta de reforma da Previdência deve começar a ser votada com os seus destaques nesta quarta-feira. Para ser aprovada, é preciso 308 votos favoráveis dos 513 deputados.

Para garantir que a reforma fosse votada às pressas, o presidente Bolsonaro meteu a mão nos cofres públicos para liberar 1,135 bilhão de reais em emendas parlamentares para a saúde em momento estratégico, uma manobra bem conhecida do Planalto central. A ala corrupta do Congresso Nacional agradece.

Entre as ameaças da reforma da Previdência estão a idade mínima para aposentadoria (65 para homens e de 62 para mulheres), o tempo base de contribuição (20 anos para homens e 15 para mulheres), a redução do valor das pensões para viúvos, além das regras de transição que obrigam trabalhadores dos setores público e privado a trabalharem o dobro de tempo de antes para se aposentarem.