Ao completar um ano do assassinato de Marielle Frando e do seu motorista, Anderson Gomes, em várias partes do mundo, em especial no Brasil, milhares de pessoas foram às ruas neste 14 de março para exigir a punição dos verdadeiros culpados por esse crime político. Afinal, quem mandou matar Marielle?

 

Foto: Taian Marques/Coletivo Foque

O ato ocorrido em frente ao shopping Midway Mall ocupou grande parte da Salgado Filho, uma das principais avenidas da capital potiguar. A manifestação foi marcada por muita emoção e saudações à luta representada por Marielle, que resiste a toda forma de opressão.

Mulher negra da periferia, que fez da política uma voz em defesa dos direitos humanos, Marielle incomodava pela sua luta luta contra o racismo, o machismo, a LGBTfobia. Um ativismo que fazia tremer de medo os poderosos da elite dominante que se sentem donos do poder em nosso país.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A viúva de Marielle, Mônica Benício, usou a sua página no facebook para expressar sua indignação. “As notícias de ontem, sobre as prisões dos executores, um ano após o crime, nos traz a certeza de que estamos no caminho na luta por justiça. Mas não basta a prisão dos mercenários. O verdadeiro assassino é aquele que mandou matar minha companheira. A esperança é o que nos move. Ocupem as ruas. Nenhum minuto de silêncio”.

Quantos mais tem que morrer pra essa guerra acabar?

Perseguições, ameaças e assassinatos de ativistas e militantes de movimentos sociais tem sido frequente no Brasil, onde reina impunidade e injustiça social. Um retrato da violência que reflete a miséria e a desigualdade produzida pelos podres poderes.