Hora de lutar, uma das canções de Geraldo Vandré em tempos de protesto, é o refrão mais apropriado para os recentes acontecimentos políticos.

Toto: Taian Marques/Coletivo Foque

 

Neste ano que se inicia, o propósito do governo recém empossado é transformar o Brasil numa corporação empresarial. Para consumar sua política e merecer o aplauso do mercado capitalista, a exemplo do agronegócio, Bolsonaro e seus serviçais atacam os territórios indígenas. Um ódio que gera graves danos à cultura ancestral dos povos originários, legítimos donos da terra.

Não bastasse o arame farpado das cercas e o envenenamento de rios e terras, a matança do seu povo e da sua cultura, agora a população indígena é atacada por um governo que faz de tudo para apagar territórios indígenas do mapa do Brasil.

A transferência da demarcação de terras para o Ministério da Agricultura, que foi entregue de bandeja à bancada ruralista, é mais um presente de mão cheia para os fazendeiros do agronegócio, maiores responsáveis pela devastação e interessados na destruição dos povos indígenas.

Além disso, a Funai (Fundação Nacional do Índio) passa a ser presidida pelo general da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas, suspeito de conflito de interesses por ter ligações com a mineradora interessada na exploração de ouro em terras indígenas.

Depois de séculos sendo roubados em suas próprias terras, nossos parentes seguem resistindo às tentativas históricas de apagamento. Desde o pau-brasil já desapareceram 1.200 línguas indígenas no país. Muitos morreram, mas seus parentes mantêm a luta pela terra que lhes pertencem de fato e por direito.

Para combater a violação aos direitos e defender seus territórios, povos indígenas de todo país manifestam repúdio às políticas do novo governo e se preparam para mais uma grande batalha de resistência.

Deixe o índio no seu canto. Demarcação já!