Resistência é uma palavra que, historicamente, mantém-se firme contra a opressão.

Agora, pisadas de um passado assombroso ameaçam a liberdade e a luta por igualdade. Como um capitão do mato encarregado de sequestrar direitos humanos e liberar o trabalho escravo, eis que chega o presidente autoritário, pregando ódio e violência pelo país afora.

Em tempos de repressão contra alunos e professores que ocupam escolas para debater os destinos da educação pública e do país, faz-se necessário fazer da luta de classes uma voz, aos gritos, de que seremos resistência. Até porque não existe neutralidade nessa história, afinal, na sala de aula cabe todas as palavras que, segundo Bakhtin, são ideológicas.

“A desobediência é uma virtude necessária à criatividade”, assim pensava Raul Seixas, que sempre levou o protesto para a sua música. A história do movimento estudantil é um belo exemplo dessa rebeldia. Recentemente, no ano de 2013, mais uma grande demonstração de resistência tomou as ruas de Natal com a Revolta do Busão, um movimento que se estendeu por todo o país com muitas manifestações e a ocupação de escolas. Protestos gigantescos que colocaram na ordem do dia a pauta do passe livre, do transporte coletivo e da escola pública de qualidade. São exemplos de uma consciência política que fez falta às últimas eleições.

Assim como nas ruas, os panfletos devem ir às portas das fábricas e às escolas com o objetivo de protestar e debater sobre as lutas das mulheres, dos povos negros, indígenas, da população LGBT e da classe trabalhadora em geral. A escola sempre viveu, vive e viverá como um espaço vivo de debate para denunciar e derrotar o racismo, o machismo, a pedofilia e todas as formas de opressão.