Somos um coletivo de imprensa livre criado para gritar. E gritamos. Reclamamos. Não nos sujeitamos aos manuais de redação. Nosso grito é um eco contra a opressão. Entretanto, refém dos modos de produção, somos bombardeados pela máquina de moer informações, estruturalmente gerenciada pelos mercadores de notícias bancados pelo grande capital.

 

Porém, assim como na canção dos Engenheiros do Hawaii, nós vibramos em outra frequência. Pois é, seria mais fácil “o caminho mais curto, produto que rende mais”, contudo, não pretendemos ser essa máquina de representar, que reproduz “negociantes de frases” a serviço da burguesia, como afirmou Balzac lá no século XIX.

Mesmo com todas as pedras no meio do caminho, não nos rendemos aos poderosos. A nossa imprensa livre segue os interesses da classe trabalhadora. Apesar de todas as nossas limitações estruturais, isso não nos torna menor. Somos operários da informação preparados para fazer o grito ecoar e resistir à toda opressão.

Os direitos humanos e a liberdade são as nossas bandeiras. Daí nosso brado retumbante para desmascarar e combater ditaduras e seus ditadores. Afinal, os direitos podem e devem ser iguais para todas as pessoas.

O nosso ideal não poderia ser omisso diante da desumanização deste momento eleitoral praticada por um candidato que é capaz de tudo para sentar na cadeira de presidente. Para isso, vale até torturar e matar.

O bravo mentiroso, que usa Deus e a família no seu vocabulário de ódio, é na verdade um apóstolo da ditadura, que propaga a violência contra todas as pessoas que discordam das suas ideias.
A epidemia que espalha esse ódio pelo país e ataca a população deixa rastros de sangue derramado por força da brutalidade incentivada pelo candidato populista.

Refletir com clareza esse momento eleitoral pode evitar a reprodução do ódio, do medo, da opressão que fere e mata. Ouvir o grito por igualdade de direitos e liberdade basta para saber de que lado você está. Ao votar, aperte o botão da consciência e não com as mãos sujas de sangue.