Foto: Taian Marques/Coletivo Foque

 

PAÍS SOB AS GARRAS DA CORRUPÇÃO, CLASSE TRABALHADORA INSATISFEITA,
O POVO CLAMA POR UM SALVADOR DA PÁTRIA.

Um político calculista, vivendo há 30 anos na sombra do poder, encontra a solução. Fantasiado de Messias, ele prega a profecia como arma para arrebanhar seguidores e chegar ao poder. O falso moralista vira um fenômeno na mídia.

Fuzil e ódio são as principais bandeiras desse candidato que promete trazer de volta o fascismo que no passado assassinou milhões de pessoas nos campos de concentração e nos cárceres da ditadura.

O falso discurso moralista faz Bolsonaro parecer o candidato ideal. Mas esse novo disfarce é desmascarado pelo seu apelo ao machismo, à homofobia, ao racismo e ao fascismo que revela seus planos para pôr um fim ao ativismo que historicamente luta por igualdade e justiça social.

Lembra do nazismo? Pois é, assim como na antiga Alemanha, ele quer governar a nação brasileira com a sua ideologia diabólica. Para se transformar no líder mais poderoso do país ele manipula a imagem de Deus e da família em meio ao seu discurso de ódio.

Seu programa de governo propõe acabar com a violência matando negros e pobres, além de condenar a liberdade e as diferenças. Uma sede de poder que promete resolver o problema de segurança cometendo crimes.

Não se enganem, a alta cúpula de um governo Bolsonaro representa a volta de um passado que a história condena. Nem precisa dizer que os direitos humanos não têm vez no programa de um candidato que tem verdadeira idolatria pelo coronel Ustra, reconhecido torturador que aterrorizou ativistas do movimento estudantil, sindical e popular durante o regime militar no Brasil.

Vivemos um momento eleitoral que traz à tona os horrores do passado ao alimentar um monstro com milhões de votos no primeiro turno das eleições presidenciais. Uma grave ameaça à democracia, aos direitos humanos, aos movimentos de luta por moradia, terra, pão e liberdade.

Testemunhamos, diariamente, o candidato Jair Bolsonaro pregando o ódio contra mulheres, homossexuais, negros, sem-teto, sem-terra, indígenas, ativistas e moradores da periferia. Um candidato que representa verdadeiro perigo à sociedade com uma mentalidade de linchamento moral aos que se manifestam contra suas ideias.

Suas declarações sobre economia, direitos trabalhistas e sociais demostram um comportamento de fiel escudeiro do capitalismo. Não é à toa que ele já afirmou que “o trabalhador precisa escolher entre ter direitos ou ter emprego”, “Que mulher tem que ganhar menos porque engravida”. Além de declarar publicamente que vai acabar com todo tipo de ativismo.

Mas do que nunca, faz-se necessário seguir nosso ativismo pela causa dos direitos humanos, que neste momento são desrespeitados e agredidos pela patriotice, que é o patriotismo simulado, falso, de um candidato que explora a mentira para se dar bem.

Faça do seu voto uma atitude contra essa onda de intolerância que toma conta do nosso país. #EleNão representa o grito contra esse impostor chamado Bolsonaro, que não tem nada de novo nem é honesto. Queremos um país com direitos iguais para todos, independente de cor, raça, opção sexual. Um país de um povo livre e soberano.

É hora de lembrar a luta de resistência no refrão de quem foi vítima do golpe de 1964:

“Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição”

(Geraldo Vandré)