“Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
Mas corruptos têm voz e vez e bis”

[O meu país, Zé Ramalho]

Charge: Ivan Cabral

Eleição é um jogo de cartas marcadas. O poder econômico é a principal arma dos corruptos para garantir seus mandatos.

 

As candidaturas da classe dominante que se perpetuam no poder tentam aparecer na propaganda eleitoral como se fossem a favor do povo e da classe trabalhadora. Na verdade, essas candidaturas da elite são responsáveis pelo congelamento de investimentos nos serviços públicos e pela retirada dos direitos a exemplo da reforma trabalhista, terceirização e privatizações.

Os candidatos ricos, quando eleitos, só favorecem seus aliados políticos, banqueiros e grandes empresários, que patrocinam suas campanhas milionárias. Enquanto isso, o povo sofre nas filas dos hospitais e unidades de saúde que não oferecem nenhum respeito pelo paciente. Muitos morrem à míngua esperando por um atendimento digno. Demais serviços públicos, como educação, transporte e segurança são verdadeiras sucatas, mais uma demonstração do desprezo sofrido pela população.

Milhões são gastos para fazer candidatos e candidatas aparecerem bonitos(as) na televisão e conquistar os votos que vão garantir mais um mandato tranquilo, enquanto mais de 50 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza, catando restos de comida no lixo para tentar sobreviver.

No Brasil da miséria, há comida sobrando…

Como entender uma campanha eleitoral que gasta tanto dinheiro enquanto verbas públicas são congeladas por vinte anos e os trabalhadores enfrentam arrocho salarial? Ao mesmo tempo que a classe trabalhadora luta por uma vida melhor, pelo direito ao emprego, à educação, saúde, lazer, assistimos programas eleitorais apresentar os responsáveis pela onda de corrupção, pelo desemprego e a miséria, na maior cara-de-pau pedindo o voto de quem vivem explorando.
Muitas dessas candidaturas são bastante conhecidas do povo, pois vivem aprovando projetos e leis contra os trabalhadores.

“Família, eh! Família, ah! Família…”

O refrão da música dos Titãs nos faz lembrar a campanha eleitoral no RN, onde as oligarquias que disputam o poder político se aliam para repartir entre si toda a riqueza do nosso estado. Através de campanhas milionárias, vovô, vovó, sobrinha, netos, mães, pais e filhos fazem de tudo para continuar morando juntos nos palácios. Tudo à custa do povo. Enquanto isso, a maioria da população continua morando nos barracos da cidade. É a briga da burguesia para se manter no poder contra a luta da classe trabalhadora por igualdade e justiça social.

Não ajude a eleger quem nunca lutou por você. Pense nisso antes de votar.