Tarde noite deste domingo (19/8) o rap das minas ocupou a quadra de Skate, na zona norte de Natal, onde as Deusas na Rima mandaram seus recados. Diante da dificuldade de serem reconhecidas em um cenário dominado pelo sexo masculino, elas idealizaram uma batalha de rap feminino.

 

“Visto a carência de MCs mulheres rimando nas batalhas já existentes, a gente viu que precisava de um espaço onde se sentisse confortável e, juntas, fortalecêssemos esse movimento. A intenção é a gente ter essa liberdade de expressão e mandar a nossa rima sem precisar ofender a outra”, afirmou Maria Clara, 21 anos.

Ela esclarece que o evento Deusas na Rima está aberto ao público LGBT, que também é vítima de preconceito quando ocupa o espaço de batalhas de rima na cidade.

Para Maria Bo Nita, 22 anos, Deusas na Rima tenta ser esse espaço de fala, “essa construção de que é possível fazer um rap inclusivo, que é possível LGBTs, as mulheres negras, minas, manas poderem tá rimando também nas periferias porque a gente tem história, a gente tem voz, a gente tem ancestralidade”.

Essa foi a primeira de muitas batalhas que as Deusas na Rima prometem repetir para ecoar suas vozes de resistência. Confira mais mais no bate-papo com as minas.